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Agência C&T (MCTI)

Fapeam espera criação de três Institutos de Ciência e Tecnologia no Amazonas

Publicado em 18 agosto 2008

Com o aporte de R$ 10 milhões para os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) espera a criação de três institutos no estado. O edital dos Institutos Nacionais foi lançado na semana passada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) e terá R$ 475 milhões, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), do CNPq e das fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs).

O recurso da Fapeam é para ser aplicado em três anos e deve incentivar a discussão da instalação de três institutos em áreas estratégicas para a região. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa) aplicará R$ 30 milhões, para a criação dos institutos no estado, ampliando a participação do Norte no programa.

Para o diretor-presidente da Fapeam e atual presidente do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap), Odenildo Sena, a iniciativa representa uma fase de transição no sistema de fomento federal para ciência e tecnologia em parceria com as instituições estaduais. "A Fapeam se esforça para trazer institutos nacionais para o Amazonas por entender que eles trarão pesquisas de alto nível para a região", avalia.

O novo programa já tem participação garantida do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Fundo Tecnológico (Funtec), dos ministérios da Saúde (MS) e da Educação (MEC) e das FAPs de São Paulo (Fapesp), Rio de Janeiro (Faperj) e Minas Gerais (Fapemig).

Dos recursos previstos no Edital, 35% deverão ser destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Para o Sudeste e o Sul, estão 50% e 15%, respectivamente.

Pesquisa avançada

Os Institutos Nacionais serão sediados em instituições científicas de excelência, articuladas com grupos de pesquisas e laboratórios associados que trabalharão em parceria. Os convênios terão duração de cinco anos, com recursos definidos para três anos.

No Amazonas, quatro pesquisadores doutores, bolsistas de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Pesquisa (Nível 1A e 1B), todos vinculados ao Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa/MCT), estão habilitados a apresentar propostas. "Acreditamos que outros pesquisadores se unirão para fortalecer as propostas que vão surgir", avalia Sena.

Os pesquisadores habilitados são: Adalberto Val, pesquisador e atual diretor do Inpa, estuda peixes da Amazônia e bioindicadores; Philip Martin Fearnside, que pesquisa problemas ambientais na região; Niro Higuchi, com estudos na área de manejo florestal; e William Ernest Magnusson, com experiências na área de Zoologia, especialmente com o comportamento animal.

Serão aprovados 25 institutos em áreas estratégicas e 20 em áreas espontâneas. Os recursos serão alocados em três faixas: até R$ 3 milhões, até R$ 6 milhões e até R$ 9 milhões para o período de três anos, para baixa, média e alta complexidade, respectivamente.

Informações do Departamento de Difusão do Conhecimento da Fapeam