Notícia

Agência C&T (MCTI)

Faculdade de Saúde Pública promove seminário para dinamizar internacionalização

Publicado em 12 novembro 2007

Fazer uma temporada de estudos no exterior é objetivo de grande parte dos pesquisadores da USP. A Universidade incentiva a prática — a internacionalização é uma das metas da atual administração. Para que a idéia se efetive, é necessária a ação das agências de fomento, que financiam parte das viagens. Portanto, é preciso que o diálogo entre essas duas pontas — pesquisadores e financiadores — esteja afinado.

Isso é o que a Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP tentará alcançar com o Seminário de Cooperação Internacional, que promove na terça-feira (13), às 8 horas.

A professora Márcia Faria Westphal, coordenadora do evento, avalia que o potencial da FSP indica que a unidade "tem como crescer muito" no campo da internacionalização. "Fizemos avaliações e levantamentos dentro da FSP e percebemos que esse assunto ainda não é tão explorado como deveria", indica a docente.

Parte disso, segundo Márcia, se deve a um desconhecimento que entidades externas têm, geralmente, sobre a FSP. "As pessoas conhecem a Saúde Pública, mas não têm a noção exata do que é feito aqui", diz a professora. A Saúde Pública mantém apenas um curso de graduação, o de nutrição, mas sua pós-graduação, dividida em três programas, é uma das mais tradicionais da USP, ministrada desde 1928, anterior até à própria criação da Universidade e a seqüente incorporação da FSP.

Mas Márcia aponta também que é preciso focar no intercâmbio para os graduandos e professores da unidade — segundo a docente, essas são as duas áreas em que o crescimento é mais viável. Para estimular os alunos, o seminário contará com a exposição de um estudante que realizou recentemente um intercâmbio, que discorrerá sobre suas experiências.

DestinosTradicionalmente, os intercâmbios são efetivados com países europeus ou norte-americanos. São locais onde o saber universitário é mais consolidado. Mas Márcia Faria Westphal sugere uma tendência de se ampliar o foco dos destinos, considerando também viagens para África e América Latina.

 "Todos estão de olho na África. O governo federal, por exemplo, cita com freqüência a importância de se estabelecer parcerias econômicas com o continente", diz a docente. Márcia lembra de entendimentos recentes entre a FSP e países africanos — a unidade foi procurada para fornecer bases para a criação do primeiro curso de nutrição de Moçambique.

 A professora destaca que esse intercâmbio com África e América Latina deve ser feito nos dois fluxos. Além da "exportação" do saber brasileiro, é preciso receber conhecimento dessas outras localidades, o que se faz tanto abrigando pesquisadores desses países quanto enviando estudantes e professores para fora, para que se conheça as inovações da produção acadêmica.


Evento aberto

"Convidamos também pesquisadores e representantes da área da saúde de outras universidades públicas, tanto federais quanto estaduais, para tomarem participação no seminário", diz Márcia. Com isso, a professora lembra que a participação desses pesquisadores é estimulada no seminário — o que se justifica pelas demandas comuns que aparecem entre os envolvidos na área.

Do lado das entidades de fomento e governamentais, a representação se faz por meio das presenças de representantes do Ministério da Educação, da Fapesp, do Consulado Geral do Japão, e grupos da França, EUA, Alemanha e Espanha.


Serviço

O Seminário de Cooperação Internacional da Faculdade de Saúde Pública da USP acontece no Auditório João Yunes da FSP, que fica na Avenida Doutor Arnaldo, 715, Cerqueira César, São Paulo, na terça-feira (13), das 8 às 18 horas.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas em formulário que se encontra no www.fsp.usp.br. Mais informações pelo telefone (11) 3061-7104 ou no email crint@fsp.usp.br.