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Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP faz aniversário

Publicado em 24 dezembro 2009

A Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo (USP) completou, no dia 18 de dezembro, 75 anos de USP e, no dia seguinte, 90 anos de Veterinária. Em 1934, a USP foi criada por um decreto do então governador de Estado Armando de Salles Oliveira, com a participação de oito faculdades: Direito, Medicina, Politécnica, Odontologia, Farmácia, Filosofia, Ciências e Letras, Escola Superior de Agricultura e a FMVZ.

Na época existia outra Faculdade de Veterinária, coordenada pela Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo e criada em 1919. Por decisão do governador ocorreu a incorporação do antigo curso à faculdade recém-criada.

A fusão fez com que a FMVZ seja hoje o segundo mais antigo curso de veterinária em atividade ininterrupta no Brasil, só sendo precedido pela Escola Superior de Agricultura e Veterinária, criada em 1913 e atualmente pertencente à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

A FMVZ iniciou seu curso básico na atual avenida São Luiz, no centro de São Paulo, mudando-se em seguida para o bairro da Aclimação (na R. Pires da Mota) e, finalmente, para a Cidade Universitária na capital paulista, com alguns dos seus departamentos para o campus da USP em Pirassununga.

Desde então 3.560 médicos veterinários já foram formados e cerca de 2,5 mil estudantes de pós-graduação, oriundos de todos os Estados brasileiros e de 15 países, obtiveram aqui títulos de mestrado e doutorado, destacou o vice-diretor Enrico Lippi Ortolani, professor titular do Departamento de Clínica Médica da faculdade, à Agência Fapesp.

Contribuição científica

A contribuição científica e técnica dos professores da FMVZ para a pecuária brasileira é significativa, com realizações pioneiras como experimentos práticos para tornar rotineira a suplementação mineral de ruminantes e implantação dos primeiros confinamentos de bovinos em escala comercial na região de Pirassununga, em 1972.

Outros exemplos de pioneirismo são diagnósticos de carência de selênio e enxofre em bovinos, estudos em sincronização do cio e inseminação artificial e transferência de embriões em tempo fixo em vacas, os primeiros clones de bovinos oriundos de células adultas e a criação de tratamento eficiente contra intoxicação por ureia.

A FMVZ também foi muito importante no desenvolvimento da avicultura industrial no Brasil, iniciada na década de 1960. Nessa época, o principal gargalo para o avanço da avicultura era o diagnóstico e controle de muitas doenças de aves. Assim, a FMVZ criou na época um importante Centro de Diagnóstico de Doenças de Aves que muito contribuiu para solucionar esses graves problemas, tendo descrito pela primeira vez no Brasil várias enfermidades aviárias, além de se tornar o principal centro formador de especialistas na área, disse Ortolani.

Na área de saúde pública a FMVZ também realizou importantes pesquisas, entre elas a recente descoberta que as capivaras têm papel central na disseminação de febre maculosa para seres humanos. Na área de pequenos animais, diagnosticou de forma pioneira surtos que mataram milhares de cães, como a intoxicação por aflatoxinas e a parvovirose, entre outros.

Hoje, a FMVZ tem o maior Hospital de Pequenos Animais da América Latina, com atendimento anual de mais de 35 mil casos em cães e gatos e 1,4 mil casos em aves silvestres. Na área de equinos foi pioneira ao utilizar videoendoscopia e diagnosticar várias enfermidades respiratórias nesses animais.

Atualmente, a faculdade conta com 100 professores em seis departamentos lotados no campus de São Paulo e de Pirassununga, 428 estudantes de graduação, 530 de pós-graduação, 32 residentes e 16 pós-doutorandos.

Mais informações: www.fmvz.usp.br.

FONTE

Agência Fapesp