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Faculdade da Santa Casa receberá primeiro "HEARLab" para diagnóstico de deficiência auditiva

Publicado em 01 dezembro 2011

O "HEARLab", equipamento sofisticado que permite identificar com precisão o grau de deficiência auditiva mesmo em crianças pequenas, será instalado na Clínica de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo - FCMSCSP. O aparelho australiano, de 23 mil dólares, o primeiro do gênero a chegar ao Brasil, será recebido em decorrência da aprovação, pela Fapesp, do projeto de pesquisa da instituição.

"O "HEARLab" permite o atendimento mais preciso de pacientes que não podem colaborar com a avaliação", explica a professora do Curso de Fonoaudiologia da FCMSCSP, Alessandra Spada Durante. Ela conta que geralmente a medição do grau de perda auditiva é feita pela resposta do paciente a sons de frequência determinada. "Mas no caso de crianças recém-nascidas e também de alguns idosos que perdem acuidade auditiva e não têm condições de se expressar, o diagnóstico é muito facilitado pelo uso do equipamento", conta. Ele capta, através de eletrodos fixados na cabeça a intensidade do som que chega ao cérebro, que é visualizado na forma de ondas, num monitor.

PIONEIRISMO

A professora de Fonoaudiologia lembra que com a obrigatoriedade do chamado "teste da orelhinha", a existência de problemas de audição passou a ser detectada já na maternidade, mas a mensuração do mesmo e a melhoria da audição com uma prótese ou implante só pode ser medida com recursos como do equipamento australiano. Essa medição deve ser feita o mais cedo possível, diz a professora, "pois se devidamente atendida nos primeiros seis meses de vida, é grande a possibilidade da criança conseguir, com a ajuda de recursos tecnológicos, uma audição muito próxima do nível normal".

Como o Brasil não tem nenhum "HEARLab" em operação, a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, que tradicionalmente é pioneira na introdução dos novos recursos de Fonoaudiologia, apresentou um projeto à Fapesp para desenvolver um protocolo para a utilização do equipamento, no Brasil.

O projeto, já aprovado, tem como autora a professora Alessandra Spada Durante e como co-autoras Margarita Bernal Wieselberg e Kátia de Almeida e diz respeito ao uso dos "potenciais evocados auditivos corticais". A proposta é que, a partir de fevereiro ou março, quando o equipamento deverá estar operando, sejam avaliados 60 adultos, 30 deles com audição normal e outros 30 com perda auditiva sensorioneural moderada a severa.

ESTUDANTES BENEFICIADOS

A professora Alessandra diz que, com a aprovação do projeto, os estudantes de Fonoaudiologia da FCMSCSP terão a oportunidade de concluir o curso com a experiência e conhecimento do uso do aparelho desenvolvido pelo National Acoustic Laboratory.

A especialista diz que "basta olhar os últimos números divulgados pelo IBGE para verificar como esse conhecimento será necessário no futuro próximo". É que com o envelhecimento da população brasileira, uma parcela importante está chegando à faixa além dos 50 anos, quando a perda auditiva ocorre com maior frequência, o que gera uma demanda crescente por técnicas objetivas de avaliação da percepção auditiva em indivíduos incapazes de responder por meio de técnicas comportamentais.

Editorias: Educação Negócios Serviços Seguro e Previdência

Tipo: Pauta Data Publicação: 01/12/11