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FACEPE - Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco

Facepe 30 anos: webinário destaca a pesquisa como resistência política na busca pelo desenvolvimento

Publicado em 19 novembro 2020

O primeiro webinário da programação que marca o encerramento das celebrações dos 30 anos da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco ressaltou a pesquisa como instrumento de resistência política na busca pelo desenvolvimento socioeconômico. O evento foi realizado de forma remota e transmitido na íntegra, no final da manhã desta quinta-feira (19), pelo Youtube da Facepe.

A abertura ficou a cargo do secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Lucas Ramos, pasta a qual a Fundação está vinculada. De acordo com ele, até o final deste sexto ano da gestão do governador Paulo Câmara, Pernambuco terá investido R$ 340 milhões em Pesquisa e Inovação (P&D).

“Ao longo dos anos, formamos pessoas com excelência em nosso estado. Descobrimos talentos. Desenvolvemos o potencial criativo desses profissionais. Ajudamos a garantir maior competitividade às empresas pernambucanas. Melhoramos a produtividade. Criamos produtos e soluções inovadoras. E oferecemos tudo isso a Pernambuco, ao Brasil, e ao mundo”.

Lucas Ramos citou como exemplos desse investimento recursos para a contenção de deslizamento de barreiras no Recife, os editais da Facepe para solucionar os danos do derramamento de óleo no litoral; os estudos do Zika Vírus e da microcefalia; os estudos da pandemia do novo coronavírus.

Também na mesa virtual de abertura, o presidente da Facepe, Fernando Jucá, relembrou que os quatro últimos editais da Fundação foram direcionados à Inovação. “É uma alegria muito grande estar na Facepe e fazer muitas entregas num curto espaço de tempo como resultado das pesquisas desenvolvidas. Estamos cada vez mais implementando as políticas de resultados e da integração entre o desenvolvimento, a ciência e a tecnologia com a inovação, não só nas empresas, mas também nas indústrias e no Governo do Estado”. Além de agradecer a todos, Jucá ainda destacou o equilíbrio das contas da Facepe. “Apesar das dificuldades financeiras, o nosso fluxo de caixa permitiu o pagamento de dívidas de 2017,2018 e 2019”.

Ele também destacou a divulgação dos resultados por meio da Revista Inovação e Desenvolvimento, publicação jornalística institucional que tem como editor-chefe o ex-presidente da Facepe Abraham Sicsú. Foram publicadas quatro edições do periódico com os temas dos 30 anos da Facepe, Parques Tecnológicos de Pernambuco, Doenças Negligenciadas (com destaque para os esforços científicos locais no combate à Covid-19) e o Cenário da Agricultura em Pernambuco.

O evento contou ainda com as presenças da ex-secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, Lúcia Melo; e do presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira. “O Nordeste tem se preocupado com as orientações científicas no combate à pandemia”, disse ele ao chamar a atenção para as contribuições da SBPC no fortalecimento das fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs) ao mesmo tempo em que agradeceu e mostrou reconhecimento ao trabalho da Facepe e da diretoria regional da SBPC.

Na sequência, o presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Odir Dellagostin, reconheceu a importância dos aportes feitos pelas agências federais (Caps, CNPq, Finep), mas são as “fundações estaduais que conseguem atender as especificidades de cada estado, suas áreas estratégicas e as necessidades de complementação dos recursos federais”. Já o diretor presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Américo Pacheco, também chamou a atenção para a questão orçamentária para pesquisa e desenvolvimento no Artigo 218 da Constituição Federal de 1988.

Apesar disso, ele demonstrou que há uma forte queda de investimentos, por parte da União, nesta área, podendo chegar a uma redução de 40% em 2020. Daí, a importância das FAPs no contraponto financeiro e estratégico a este cenário.

“As fundações estaduais têm uma conexão mais próxima com a realidade. É esse conhecimento de realidade que faz com que as agências tenham proximidade de onde estão esses ambientes de inovação que devem ser fomentados, quais competências que devem ser criadas, quais especificidades dos arranjos produtivos locais devem ser incentivados”, frisou.