Notícia

Gazeta Mercantil

Fábricas de papel estudam o eucalipto

Publicado em 04 dezembro 2001

Por Chiara Quintão - de São Paulo
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) anunciou a formação de um consórcio entre as empresas Votorantim, Ripasa, Suzano e Duratex para o financiamento da primeira fase do projeto ForESTs: Eucalyptus Genome Sequencing Project Consortium, de seqüenciamento da espécie Eucalyptus Grandis. "Há um ano, fomos procurados pela Votorantim, Ripasa, Suzano e Duratex, que tinham interesse no seqüenciamento dos genes expressos da espécie, para selecionar plantas jovens que originem árvores de qualidade para a produção de madeira e papel", diz a coordenadora do projeto Genoma Eucalipto, Helaine Carrer. Segundo ela, o objetivo da primeira fase do projeto é a busca de inovações tecnológicas por meio do seqüenciamento genético. Esta primeira etapa está consumindo aportes de US$ 580 mil da Fapesp, para aquisição de equipamentos, infra-estrutura necessária e material de pesquisa. O consórcio formado pelas quatro empresas responde por outros R$ 500 mil, destinados aos custos com mão-de-obra. Desde outubro, a Fapesp já descobriu 53 mil seqüências, o equivalente a 15 mil genes. A expectativa dos pesquisadores é de que a primeira etapa será concluída em meados de janeiro, com 100 mil seqüências descobertas. "A partir daí, começaremos a análise funcional da expressão dos genes que forem identificados. Os resultados permitirão obter melhor qualidade na madeira utilizada, mais resistência a doenças e ao stress hídrico, além de melhor transporte de nutrientes", disse. A coordenadora do projeto Genoma Eucalipto estima que sejam gastos US$ 1,2 milhão na segunda fase do projeto. As pesquisas estão sendo realizadas pelo projeto Genomas Agronômicos e Ambientais (Agronomical and Environmental Genomes - AEG), da Fapesp, utilizando a tecnologia da Rede Onça, formada por 65 laboratórios de seqüenciamento de código genético.