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EXTREMOS CLIMÁTICOS PODEM SE TORNAR A PARTIR DE AGORA MAIS FREQUENTES POR AQUI E EM TODA A AMÉRICA DO SUL QUE PRECISA URGENTE MUDAR E AVANÇAR

Publicado em 21 julho 2021

Secas nos país e em todo o continente podem aumentar até o fim do século, sugere o estudo que hoje já está publicado também na revista científica Earth Systems and Environment (frios intensos, geadas, inundações ou incêndios florestais também entram no roteiro do clima devido ao desgoverno ambiental nestes países)

Recebemos aqui no blog Folha Verde News a matéria de Elton Alisson postada no site OEco. Se as emissões de gases de efeito estufa (GEE) continuarem no patamar atual, a temperatura média na América do Sul pode subir até 4 ºC até o fim do século, em um cenário real e pessimista, tornando os eventos climáticos extremos, como secas, inundações ou incêndios florestais mais frequentes e intensos nesta região do planeta. As projeções foram feitas no âmbito de um estudo internacional, com a participação de pesquisadores brasileiros. Os resultados do trabalho, apoiado pela Fapesp por meio de um projeto temático ligado ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Para Mudanças Climáticas e divulgados mundialmente também na revista Earth Systems and Environment.

Drama ambiental da América do Sul já começa a prejudicar o equilíbrio ecológico de todo o planeta

“A América do Sul e, em particular, o Brasil já mostram sinais das mudanças climáticas cada vez mais, incluindo o aumento das temperaturas da superfície, alterações nos padrões de precipitação, derretimento das geleiras andinas e elevação no número e intensidade de extremos climáticos. Essas variações nas características climáticas são precursoras do que pode estar por vir nas próximas décadas com a escalada sem precedentes nas emissões de gases de efeito estufa continuando como estão”, comentou Lincoln Muniz Alves, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e coautor do artigo.

No interior da ensolarada Minas de repente, o cenário mudou

Incêndios florestais, seca ou então frio e enchentes em 5 áreas de 10 estados brasileiros exemplificam a crise da América do Sul

Para fazer as projeções, os pesquisadores analisaram o desempenho de 38 modelos climáticos globais (GCMs) que integram o Projeto de Intercomparação de Modelos Climáticos Fase 6 (CMIP6, na sigla em inglês), do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e estão sendo usados para elaboração do sexto relatório de avaliação (AR6) do órgão. O lançamento do relatório da contribuição do Grupo de Trabalho I do AR6, que avalia a base científica das mudanças climáticas, está previsto para o próximo dia 9 de agosto. O desempenho dos modelos foi avaliado em relação à sua capacidade de simular as observações históricas no período de 1995 a 2014 e as mudanças projetadas de temperatura e precipitação na América do Sul em meados e no final do século 21 – entre 2040 e 2059 e entre 2080 e 2099 – de acordo com diferentes cenários de concentrações de GEE, que incluem mudanças de uso da terra e decisões políticas relacionadas ao clima e meio ambiente.

Não só na Amazônia, nos Andes, no Brasil, em toda América do Sul essencial e urgente recuperar a ecologia da vida antes que seja caos

Além das análises espaciais de todo o continente, a América do Sul foi dividida em sete sub-regiões para analisar em mais detalhes as características climáticas regionais. Em cada sub-região, análises comparativas entre cenários, modelos climáticos globais e dois períodos de tempo futuros (meados e final do século) foram realizadas para avaliar a precisão dos modelos e a capacidade de apontarem mudanças na distribuição da precipitação e na temperatura em um determinado espaço e tempo. Os resultados das análises indicaram que os novos modelos climáticos globais capturam com sucesso as principais características climáticas da América do Sul e, em geral, suas projeções são consistentes com as apresentadas pelos modelos usados para elaboração de relatórios de avaliações anteriores do IPCC da ONU.

O aquecimento global tem muitos parceiros na América do Sul e em especial no Brasil

A seca e a escassez de chuvas até em regiões antes temperadas sinalizam que é urgente mudar o modo de viver no continente todo

As projeções feitas com os novos modelos climáticos apontaram que, dependendo do cenário, o sul da Amazônia, por exemplo, experimentará condição maior de seca, podendo a floresta virar uma savana. Em relação a chuvas, os modelos climáticos indicaram aumento de ocorrências na maior parte do continente, com algumas exceções na região Centro-Sul do Chile e norte da América do Sul, incluindo grande parte da Amazônia. As projeções apontaram, contudo, que pode ocorrer um aumento na sazonalidade e na distribuição de chuvas durante os anos, causado pela diminuição da contribuição dos totais mensais para a média anual de precipitação na região. Essas mudanças nos padrões de chuvas no continente são progressivas e se tornarão mais fortes no final do século e em níveis de emissões de GEE mais elevados. “As projeções indicam que a contribuição relativa dos totais mensais acumulados para a média anual de chuvas na região está diminuindo significativamente em alguns meses. Se antes chovia dez milímetros em um determinado mês, esse número caiu pela metade”, exemplifica Lincoln Muniz Alves: “Isso tem impactos nos setores agrícola e de geração de energia, por exemplo, que fazem seus planejamentos com base nos volumes de chuvas”.

A América do Sul tem problemas ambientais em todos os países e setores, seu futuro depende de mudar o rumo que vai para o caos

De acordo com os pesquisadores, a nova geração de modelos climáticos permite estimar os impactos da mudança do clima com maior acurácia na América do Sul por considerar mais elementos do sistema climático. O clima no continente varia amplamente de Norte a Sul e de Oeste a Leste, devido à grande extensão latitudinal e à heterogeneidade topográfica do continente, o que torna sua representação um desafio para os modelos climáticos. Com essa nova geração de modelos climáticos foi possível quantificar as incertezas nas projeções de determinadas regiões do continente. Caso o Brasil e os países da América Sul queiram ter futuro na vida, na economia, precisam recuperar os mais rapidamente possível a sua ecologia, que vem sendo perdida, implantar formas sustentáveis de desenvolvimento, gestão ambiental pública para mudar de rota, como está hoje o continente se dirige a um caos.

As enchentes dividem com a seca o desequilíbrio que precisa ser contido com desmatamento zero e sustentabilidade

(Depois, amanhã, mais alguns dados nesta pauta de mudar e de avançar a problemática América do Sul na seção de comentários deste blog da gente, nesta edição do Folha Verde News vamos também postar dois vídeos, um deles discute a ideia do continente se unir talvez como um bloco econômico tipo a UE - da série DGP - e em um outro a especialista Vila Ribeiro relata o drama comum dos países da América latina toda, os problemas urbanos em especial os ambientais, falta gestão para haver futuro sustentável)

Eventos extremos podem ocorrer cada vez mais agora...

... a não ser que a América do Sul revalorize seu potencial de recursos naturais com um desenvolvimento capaz de equilibrar a economia, a ecologia, os direitos sociais evitando um caos que já começa a ser previsto também pelo IPCC da ONU

Fontes: OECO - Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Para Mudanças Climáticas - Fapesp - IPCC da ONU - INPE - Earth Systems and Environment - folhaverdenews.blogspot.com