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Jornal da Unesp online

Expressões idiomáticas em dicionário on-line

Publicado em 01 dezembro 2007

Obra de acesso livre apresenta, em sistema de hipertexto, termos usados na França e no Brasil


Os internautas têm agora à sua disposição o Dicionário eletrônico de expressões idiomáticas, de acesso livre, que lista expressões de uso corrente na França e no Brasil. O trabalho é resultado do pós-doutorado da docente Claudia Xatara, do Departamento de Letras Modernas do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce), câmpus de São José do Rio Preto, realizado em 2005, na Universidade de Nancy, na França, com financiamento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

O dicionário, organizado em sistema de hipertexto, apresenta 3.918 expressões idiomáticas, sendo 2.459 em francês falado na França e 1.459 em português do Brasil. O acesso ao material é feito pelo endereço eletrônico do Centro Nacional de Recursos Textuais e Lexicais, onde a pesquisa foi desenvolvida (http://www.cnrtl.fr/dictionnaires/modernes/).

De acordo com Claudia, o trabalho originou-se do Dicionário de Provérbios, Idiomatismos e Palavrões (PIP), realizado em parceria com a pesquisadora Wanda Leonardo de Oliveira, também do Ibilce, e publicado em 2002. No PIP constam: 1.103 provérbios em português e seus equivalentes em francês; nove mil expressões idiomáticas do francês e suas similares em português do Brasil; 3.500 palavrões e expressões erótico-obscenas em francês e quatro mil brasileiros.

A docente explica que no pós-doutorado o PIP ganhou outro enfoque: "Eu me restringi aos idiomatismos, ou seja, àquelas locuções de uma língua cuja tradução não faz sentido em outra análoga, e verifiquei as que realmente estão em uso, o que resultou em um número bem menor de expressões", explica.

Para detectar a freqüência dos idiomatismos, a docente pesquisou no Google.fr e no Google.br. A boa repercussão do dicionário on-line resultou no convite da Editora Cultura para uma nova edição do PIP, que deve sair em breve. Atualmente, a pesquisadora e seus colaboradores finalizam estudos de freqüência dos palavrões. "No Brasil, existem poucos estudos que fazem o contrate entre as duas línguas, por isso muitos pesquisadores e professores utilizam o PIP", declara.

Ligya Aliberti Barbosa da Silva, bolsista UNESP/Universia /Ibilce/

São José do Rio Preto