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O Imparcial (Presidente Prudente, SP) online

Exposição no Spart busca recuperar identidade de PP

Publicado em 29 maio 2014

Por Mariane Gaspareto

A arquitetura trabalha cada vez mais no sentido de uma uniformização. Os municípios acabam perdendo sua identidade e as cidades se tornam mais parecidas umas com as outras em seus edifícios. Numa construção moderna, como um shopping center, por exemplo, os espaços e as lojas são padronizados e semelhantes. Esse movimento acaba fazendo com que as pessoas não se identifiquem com a cidade. Para refletir sobre isso, a mostra “Presente/Ausente: Arquitetura da década de 1940 de Presidente Prudente-SP” busca preservar o patrimônio arquitetônico e histórico do município. Ela teve início ontem e pode ser conferida no Spart Cultural, situado na rua Dona Militânia, 359, de segunda a sexta-feira das 14h às 17h.

A mostra busca a arte além da mera exposição de fotografias e há uma ambientação com música ambiente para remeter à época abordada. Alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) identificaram o conjunto de edifícios da década de 1940 que ainda permanece no quadrilátero central da cidade, a Vila Goulart. A mostra surgiu de uma pesquisa que levou dois anos e foi realizada com recursos da bolsa auxílio da Fapesp (Fundação de Pesquisa do Estado de São Paulo).

Grande parte dos alunos da Unesp não é de Prudente e, conforme o, professor Hélio Hirao, 56, coordenador da exposição, realizar essa pesquisa fez com que eles se apegassem mais ao patrimônio arquitetônico da cidade. “Agora eles olham a paisagem de forma diferente e percebem com mais atenção o processo de urbanização daqui.” O projeto não foi tão fácil de se realizar, de acordo com Hirao. Poucos documentos comprovavam de fato que os edifícios eram da época. Com essa etapa concluída, o plano agora é fazer um trabalho parecido em outra área da cidade, a Vila Marcondes.

A exposição também tem o intuito de reconstruir possíveis passados e recebe imagens de edifícios que já foram derrubados. Os mais recentes recebem fotos de como eram em 1940 e como estão hoje. “Buscamos por meio dessas imagens fazer com que as pessoas pensem sobre o descaso nesses locais”. A arquitetura da época pesquisada era simples. Recursos econômicos restritos exigiram o melhor aproveitamento de técnicas construtivas e criatividade. A mão de obra disponível no momento, composta em sua maioria por imigrantes italianos, também influenciou nas construções. “A gente pretende devagarzinho incutir valores da arquitetura antiga na sociedade prudentina”.

Colaboração

Colaboraram com a pesquisa, os alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo: Caroline de Melo Almeida, Geovana Gea Nogueira, Giovana Silva Almeida, Gustavo Favaretto Martinez, Isabela Chaves Parmezan, Matheus A. S. Chaparim, Maysa Pinhata Battistam, Natália Stadela Silva Favaretto, Patrícia Missae Takaki, Tâmara Rodrigues Moreno, Tamisa Regina dos

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