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Diário do Rio Claro

Experimento realizado em acelerador de partículas busca desenvolver fármaco

Publicado em 22 outubro 2020

Por Boas notícias

Por meio de um potente feixe de luz síncrotron foi possível determinar, em três dias, a estrutura de mais de 200 cristais de duas proteinas do novo corona virus (SARS-CoV-2). A investigação realizada por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São de Paulo (), tem importância não só pela temática — essencial para o desenvolvimento de um possível fármaco contra a COVID-19 —, mas também pelo caráter de ineditismo.

O experimento, realizado por Aline Nakamura e André Godoy, inaugurou a primeira estação de pesquisa do Sirius — o acelerador de partículas que está sendo finalizado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a mais complexa infraestrutura científica do país. “Tivemos a oportunidade de ser os primeiros a experimentar a linha Manacá, de cristalografia de proteinas, o que deu uma agilidade enorme para o nosso estudo. Com a pandemia as fontes de luz sincrotron existentes no mundo pararam, mantendo apenas os experimentos relacionados à COVID-19. No Sirius, não foi diferente. A despeito de ainda estar em fase de comissionamento, também se abriu a possibilidade de utilizá-lo pela primeira vez com estudo relacionado ao novo coronavírus ”, diz à Agência Fapesp Glaucius Oliva, coordenador do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar) e que lidera a pesquisa sobre a descoberta de fármacos antivirais para COVID-19.