Notícia

DCI

Experiência monitorada reforça a via do sucesso

Publicado em 05 outubro 2006

Engenheiro Químico e doutor em engenharia de alimentos, Franz Scales dedicou uma boa parte de sua vida às pesquisas científicas. Sempre pensou em um dia poder aliar seu conhecimento a algo lucrativo e do qual fosse o próprio dono. Boliviano, com 56 anos de idade, vinte deles no Brasil, Scales inaugurou, em 2002, a Green Technologies, empresa que nasceu dentro de uma incubadora residente na Academia, no caso, a Universidade de Campinas (Unicamp). "Seria impossível investir sozinho. Com a incubadora e o auxílio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) consegui dar escala ao produto", conta Scalces.
O produto a que se refere o pesquisador é o feijão instantâneo. "Desenvolvemos um método de pré-cozimento do feijão por vapor de alta pressão, o que permite que o produto seja congelado semipronto, sem alteração de suas propriedades nutricionais. Na hora de comer, é só ferver em água por alguns minutos", explica o pesquisador. Scale acredita ter conseguido, com a sua invenção, adaptar a comida tradicional brasileira com a rotina de vida moderna.

Parcerias
Em 2005,já graduada pela incubadora, a empresa começou a enfrentar os desafios do mercado sem a 'proteção', ou benefícios do programa. Mas o resultado tem sido bom, segundo avalia o próprio dono do negócio. O empresário faz a comercialização do feijão instantâneo pela Ati-Gel, em parceria com a Broto Legal. "O produto já pode ser encontrado à venda" diz. "Para chegar até aqui, fazer parte da incubadora foi excelente". Segundo o pesquisador, a infra-estrutura gerencial, os cursos, a capacitação e a captação de recursos formam um ambiente tecnológico e científico propício para se desenvolver."Sem isso seria impossível". A Green Technologies trabalha com a aplicação do conhecimento técnico-científico para criar soluções inovadoras que permitem transformar as matérias- primas naturais em produtos de consumo com maior valor agregado. Pesquisas de aceitação e mercado realizadas pela empresa mostraram a existência de um grande potencial mercadológico para esses produtos que, além de prático se saudáveis, fazem parte do cardápio da população brasileira.

Dedicação total
No mesmo ano de 2005, enquanto a empresa de Franz Scales saía da Incamp (incubadora da Unicamp), Maria de Lurdes Velly entrava nela para levar seus 28 anos de pesquisa em biotecnologia. "Antes fiz uma análise criteriosa da incubadora que se adequasse melhor ao projeto", conta ela, formada nas áreas de física e química, pesquisadora e hoje tocando uma empresa de biotecnologia, a FarmVelly.O foco da companhia é o desenvolvimento de substâncias para melhorar a vitalidade humana por mais tempo, trabalhando com itens e serviços para as áreas médica, cosmética e de alimentos. "Começamos em outubro e já fechamos um negócio com uma multinacional de cosméticos", conta a pesquisadora. Aos 70 anos, Velly diz que deseja concentrar esforços nas pesquisas e ter alguém que faça a parte administrativa da empresa.