Notícia

A Tribuna (Santos, SP)

EXPANSÃO: Pólo tecnológico amplia perspectivas da região

Publicado em 20 janeiro 2003

Aprovado pela Assembléia Legislativa, um projeto de lei de iniciativa da deputada estadual Mariângela Duarte criou, em dezembro do ano passado, o Pólo Tecnológico Portuário e Industrial da Região Metropolitana da Baixada Santista, integrado pelos municípios de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos, São Vicente e outros que venham a ser criados em razão do desmembramento destes. A lei, já sancionada pelo governador Geraldo Alckmin, possibilita o surgimento na região de atividades industriais que vão gerar renda e, principalmente, muitos empregos em fábricas de transformação dos produtos industriais e agrícolas, para exportação. A deputada (que em março assumirá uma cadeira na Câmara dos Deputados, em Brasília) esteve em reunida em Cubatão na última quarta feira, para pedir apoio ao conselho diretor da regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Cubatão, para que a lei seja regulamentada e colocada em prática. Foi recebida pela diretoria do Ciesp, Ademar Salgosa Júnior e Ricardo Lascane, que garantiram esse apoio por representar a implantação de novos modelos de desenvolvimento tecnológico para a região. Também participaram do encontro presidente da Câmara de Cubatão, Luiz Carlos Costa, a presidente da Associação Comercial e Industrial de Cubatão, Célia Cedro, e o gerente-geral da Unidade de Negócios da Refinaria Presidente Bernardes-Cubatão, João Afolpho Oderich. TECNOLOGIA Mariângela disse que vem lutando há anos pela concretização de duas propostas desenvolvimentistas para a Baixada Santista: a instalação da Universidade Pública, para transformar a região num centro de ensino e principalmente de pesquisa; e a criação do pólo tecnológico portuário e industrial. Segundo ela, as duas propostas se entrelaçam com o mesmo fim. A criação do pólo, que idealizou para retomar o desenvolvimento do Pólo Industrial de Cubatão e do Porto de Santos, dependerá principalmente do apoio da Ciesp e da iniciativa privada, e da parceria de duas instituições técnicas: o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Ela já manteve contato com as direções das duas entidades, que se comprometeram a apoiar a implantação do pólo. O objetivo da legislação, explicou a deputada aos dirigentes industriais, é de promover a articulação e o intercâmbio das ações do Poder Público e da iniciativa privada nas áreas de ciência, pesquisa e tecnologia, aplicadas principalmente às atividades portuárias e industriais.