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Excesso de exercícios físicos pode causar alguns sintomas; veja (57 notícias)

Publicado em 14 de maio de 2025

A prática regular de exercícios físicos é considerada fundamental para a melhora da saúde. Mas até mesmo neste caso o excesso pode gerar prejuízos ao nosso corpo, especialmente quando não há o descanso adequado.

Em casos mais graves, esse quadro pode evoluir para a chamada síndrome do overtraining, caracterizada por perda de performance e de apetite, fadiga crônica, dor muscular, aumento de lesões, alterações no sistema imune e no metabolismo. Um problema conhecido, mas envolto em mistério.

Proteína está relacionada ao overtraining

Para descobrir o que desencadeia esta síndrome dentro do nosso corpo, pesquisadores da Unicamp realizaram um experimento em camundongos.

Os roedores foram submetidos a um treinamento excessivo e apresentaram perda de performance, fadiga e até sintomas comportamentais.

O que a equipe identificou foi um aumento de forma excessiva da proteína PARP1 na musculatura esquelética dos animais.

Os cientistas explicam que esta proteína é ativada quando há algum estresse no organismo, prevenindo a morte celular, sendo bem descrita como aumentada no músculo esquelético em condição de obesidade e distrofias musculares.

Agora, foi confirmada que sua hiperativação está relacionada ao dano muscular causado pelo excesso de exercício.

As conclusões foram descritas em estudo publicado na revista Molecular Metabolism.

Pesquisadores buscam tratamento para a condição

Segundo reportagem da Agência FAPESP, n ão há tratamento específico para a síndrome do overtraining. A recomendação nestes casos é suspender parcial ou totalmente o treinamento por algumas semanas ou até meses.

Mas há uma esperança. No novo estudo, os pesquisadores observaram que camundongos tratados com uma droga que inibe a atividade da PARP1 não tiveram queda de desempenho e demais sintomas da síndrome após realizarem um protocolo de exercício físico excessivo.

Em tumores de mama e ovário, o medicamento denominado olaparibe, inibe a atividade da PARP1 e, assim, facilita a morte das células cancerígenas. A equipe agora descobriu que ela também evitou a hiperativação da proteína no músculo, evitando o quadro de overtraining.