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Planeta Universitário

Excelência da pesquisa alemã

Publicado em 05 agosto 2011

No próximo dia 17 de agosto, a comunidade cientí­fica de São Paulo terá a oportunidade de conhecer os detalhes de um programa responsável por promover, nos últimos anos, a pesquisa de alto ní­vel e a excelência das universidades e instituições de pesquisa da Alemanha. Matthias Kleiner, presidente da Fundação Alemã de Pesquisa (Deutsche Forschungsgemeinscharf, DFG), apresentará a partir das 10 horas, na sede da FAPESP, em São Paulo, a conferência The German Excellence Initiative, sobre o programa criado pelo governo alemão em 2005 e que entrou em sua segunda fase.O objetivo central da German Excellence Initiative é aprimorar a excelência das universidades e instituições de pesquisa alemãs, tornando o país mais atraente para a produção de ciência e aumentando sua competitividade internacional.

Após a conferência, a FAPESP e a DFG assinarão a renovação do acordo de colaboração firmado pelas duas fundações em 2006, com vigência de cinco anos. A cooperação apoia a realização de projetos conjuntos conduzidos por pesquisadores de ambos os países, além de atividades de intercâmbio entre jovens cientistas.

'O programa foi muito bem-sucedido e ajudou a tornar a ciência alemã mais forte, com grande impacto na excelência da universidade e instituições de pesquisa. Acreditamos que será interessante para a comunidade cientí­fica brasileira entender como o programa foi organizado, como as decisões são tomadas, de onde vêm os recursos e como se dá a articulação entre as instâncias cientí­ficas e polí­ticas', disse Dietrich Halm, diretor do escritório da DFG em São Paulo, à Agência FAPESP.

Segundo Halm, entre 2006 e 2011, a DFG recebeu um aporte total de 1,9 bilhão de euros em fundos adicionais para as três linhas de fomento do programa: escolas de pós-graduação para estímulo de jovens cientistas; polos de excelência para promover pesquisa de alto ní­vel; e estratégias institucionais para promover pesquisa de alto ní­vel na universidade.

'O objetivo central da iniciativa é fazer com que a Alemanha se torne um local mais atraente para a pesquisa, aumentando sua competitividade internacional, focando as atenções nas realizações das universidades alemãs e da comunidade cientí­fica do país', explicou.

O programa é conduzido em parceria entre a DFG e o Conselho Alemão de Ciências e Humanidades, que é responsável especialmente pela terceira linha de fomento. 'Atualmente, o programa envolve 39 escolas de pós-graduação, 37 polos de excelência e nove estratégias institucionais para promoção da pesquisa de ponta na universidade', contou Halm.

Segundo ele, já foram feitas duas chamadas convidando universidades a inscrever propostas de financiamento. O envolvimento de instituições não universitárias de pesquisa foi estimulado. O financiamento corresponde a um período de cinco anos.

'No caso da terceira linha de fomento, de estratégias institucionais, para se tornar apta, a instituição deve ter sido contemplada em pelo menos um projeto de polos de excelência e um projeto de escola de pós-graduação', disse.

Em 2009, o governo alemão decidiu estender a Excellence Initiative para além de 2012. Atualmente, o programa está entrando em sua segunda fase.

'A comissão designada pela DFG e pelo Conselho Alemão de Ciências e Humanidades anunciou que 32 universidades tiveram suas propostas selecionadas para a segunda fase do programa. As propostas incluem 25 escolas de pós-graduação, 27 polos de excelência e sete estratégias institucionais', disse Halm.

O evento é aberto e com participação gratuita. Inscrições podem ser feitas pela página www.fapesp.br/eventos/inscricoes/dfg. Mais informações: (11) 3838-4362 e 3838-4216.

Cooperação ampliada

O acordo entre a FAPESP e a DFG previa o lançamento de chamadas de propostas de pesquisa, mas, a partir de 2009, a submissão passou a ser feita em fluxo contínuo.

'A cooperação ocorre em todos os campos da ciência e os projetos devem necessariamente envolver um pesquisador principal em São Paulo e outro na Alemanha. Os projetos também são selecionados por avaliadores de ambos os países. A FAPESP e a DFG têm procedimentos de avaliação bastante semelhantes', disse Halm.

Segundo ele, a DFG considera importante renovar o acordo, uma vez que o interesse na pesquisa colaborativa entre os dois países tem aumentado constantemente.

'Vamos assinar o termo aditivo, pois há cada vez mais cientistas interessados em intercâmbios entre os dois países. A FAPESP e a DFG compartilham muitas afinidades e vemos no acordo uma oportunidade importante para aumentar a cooperação entre as comunidades cientí­ficas da Alemanha e do Brasil', afirmou.

Mais informações sobre o acordo: www.fapesp.br/acordos/dfg

Agência FAPESP