Notícia

Inovação Tecnológica

Evento discutirá criação de setor de energia solar fotovoltaica no Brasil

Publicado em 06 fevereiro 2012

Energia solar no Brasil

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a International Energy Initiative (IEI) realizarão, nos dias 13 e 14 de março, o "2º Workshop Inovação para o Estabelecimento do Setor de Energia Solar Fotovoltaica no Brasil".

O encontro é voltado a profissionais de empresas de toda a cadeia de produção de energia solar fotovoltaica, tomadores de decisão e grupos técnicos de governos e instituições de fomento à pesquisa, além de professores, pesquisadores e alunos de graduação e pós-graduação.

Um dos objetivos do evento é aproximar a agenda de pesquisa e desenvolvimento e inovação dos diversos agentes, discutindo os desafios científicos e tecnológicos para o estabelecimento do mercado de energia solar fotovoltaica e de indústrias de silício grau solar no Brasil.

"A energia solar fotovoltaica no contexto do planejamento energético nacional", "O estabelecimento de um programa de pesquisa em energia solar fotovoltaica no Brasil" e "Processo verde para a produção de silício grau solar" são alguns assuntos que serão abordados durante o evento.

Iniciativas na área da indústria solar

Este é o segundo evento na tentativa de criar uma indústria de componentes de energia solar no Brasil.

O primeiro, chamado Inovação para o Estabelecimento do Setor de Energia Solar Fotovoltaica no Brasil foi realizado em 15 e 16 de março de 2011, também Unicamp.

Aquele evento culminou com uma série de propostas para a criação de um setor fotovoltaico brasileiro.

Há empresas nacionais que, individualmente, vêm apostando por conta própria através de investimentos na área. Veja alguns exemplos apresentados pelas próprias empresas durante o evento do ano passado.

1. A construção pela Tecnometal de uma linha de produção de módulos fotovoltaicos. Em uma primeira etapa, fabricados através de componentes comprados nacionais e internacionais (2 - 20 MWp/ano) para, posteriormente, serem fabricados a partir de silício nacional, quando se prevê para 2013 uma capacidade produtiva de 100 MWp/ano. Já disponibiliza produtos no mercado.

2. Investimentos em pesquisa na purificação de silício grau solar pela rota metalúrgica (p.e. RIMA e Minas Ligas) que consome menos energia e integra-se à linha produtiva do já existente parque produtivo de silício grau metalúrgico.

3. Devido à Copa de 2014 e às Olimpíadas de 2016, algumas concessionárias de distribuição estão investindo no conceito dos Estádios Solares, como Cemig, Light e Coelba. Aeroportos Solares também são importantes oportunidades.

4. Uma planta central de 1 MWp está sendo construída em Tauá (CE) pela MPX, com planos de expansão para 5 MWp e 50 MWp.

5. A CP Eletrônica, empresa tradicionalmente do ramo de no-breaks, desenvolveu um inversor de 3 kW para aplicações em sistemas fotovoltaicos isolados e conectados à rede.

Experiência com a tecnologia solar

A Eletrobras também possui importante papel como agente promotor da tecnologia.

Haja vista a existência de 800 mil famílias a serem atendidas pela universalização do acesso à eletricidade, projetos de caráter piloto são realizados para testar tecnologias e processos cujos aprendizados e melhores práticas podem ser transferidos como soluções às concessionárias para a universalização do atendimento e fornecer subsídios à ANEEL no aprimoramento da regulamentação.

Através de sua subsidiária (Eletrosul), a Eletrobrás está implantando o Projeto Megawatt Solar, que consiste na instalação na sede da empresa de uma planta de geração solar fotovoltaica de aproximadamente 1 MWp (1.060 kWp) com custo total estimado de R$ 10 milhões. Toda a eletricidade gerada será vendida. O principal objetivo é adquirir experiência com a tecnologia.

Inscrições

O workshop de 2012 será realizado no auditório da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, localizado na R. Tessália Vieira de Camargo, nº 126, na cidade universitária Zeferino Vaz, em Campinas (SP).

Mais informações e inscrições: www.nipeunicamp.org.br/inovafv.

Com informações da Agência Fapesp e Unicamp