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Euro inicia o ano com recordes e as bolsas européias disparam

Publicado em 03 janeiro 2007

O euro começou 2007 em alta: ontem, no primeiro dia útil do ano, a moeda registrou novo recorde de cotação em relação à moeda japonesa, a 157,72 ienes, e à moeda suíça, a 1,6112 franco-suíço. Além disso, teve o maior nível em três semanas em comparação ao dólar, a 1,3286 unidade da moeda americana.
No mercado de Frankfurt, o euro fechou cotado a US$ 1,3270, ante aos US$ 1,3199 do fechamento de sexta-feira.
Para a maioria dos especialistas, a moeda européia pode superar este ano os níveis registrados em 2006.
Pesquisa realizada pela Bloomberg com 40 analistas mostrou que o dólar deve encerrar 2007 cotado a 1,305 ante ao euro e 109 ienes. Por essas estimativas, a moeda norte-americana vai encerrar o primeiro trimestre a 1,323 por euro e a 113,50 por iene.

Bolsas disparam
Também ontem, as bolsas européias alcançaram o ponto mais elevado desde dezembro de 2000, com comentários de que os ganhos das empresas européias vão crescer pelo quinto ano consecutivo. BNP Paribas e Commerzbank AG puxaram o avanço por companhias financeiras.
"Você vai ganhar dinheiro, não importa o que você comprar", disse Roger Nightingale, estrategista da Millennium Global Investments em Londres, que gerencia US$ 4.3 bilhões. "Os fundamentos para ações são positivos. Lucros corporativos estão fortes".
A BHP Billiton, terceira maior companhia de mineração do mundo, teve alta como ouro negociado em seu nível mais alto em três semanas em Londres.
A DaimlerChrysler AG ganhou por ter anunciado planos de expansão para a China, e a Royal Ahold NV cresceu depois que as vendas divulgadas pelo Wal-Mart superaram sua previsão.
O índice Dow Jones Stoxx 600 aumentou 1,2%, chegando aos 369.69 pontos em Londres.
O Stoxx 50 teve alta de 1,4%, e o Euro Stoxx 50, uma medida para as 13 nações que compartilham do euro, cresceu 1,5%.
Os mercados dos Estados Unidos estiveram fechados nesta terça-feira por causa do funeral do ex-presidente Gerald Ford.
Os índices de mercados futuros dos Estados Unidos, que negociam na plataforma eletrônica Chicago Mercantile Exchange's Globex tiveram alta ontem, assim como na Ásia.
O índice europeu Stoxx 600 teve seu quarto ganho anual seguido em 2006, auxiliado pelo recorde na corrida por fusões e aquisições e ganhos que bateram as estimativas dos analistas.
Além disso, as empresas do Stoxx 600 terão seus ganhos impulsionados em 8,6% neste ano, de acordo com as projeções do FactSet Research Systems. Para 2006, os ganhos terão um crescimento de 13,8%.
Os índices avançaram em todos os 16 mercados da Europa Ocidental que foram abertos ontem. O FTSE 100, do Reino Unido, registrou alta de 1,4%. Alemanha DAX teve ganhos de 1,2%. O índice francês CAC 40 aumentou 1,3%. Os índices mantiveram ganhos depois que um relatório mostrou o crescimento do mercado de manufaturados europeu.

Apoio à pesquisa
A União Européia (UE) lançou o Seventh Framework Programme (FP7), que pretende investir um total de 53,2 bilhões de euros (cerca de R$ 150 bilhões) em pesquisas de 2007 a 2013.
Trata-se do maior programa já lançado pela UE para incentivar o desenvolvimento da ciência e da tecnologia. A informação foi divulgada ontem pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Pesquisadores de países em desenvolvimento podem apresentar propostas para as chamadas, que envolvem áreas diversas como saúde, agricultura, biotecnologia, nanotecnologia, energia, meio ambiente, transportes, espaço, segurança e ciências sociais.
Com a abertura a pesquisadores de países de fora da UE, os organizadores do programa esperam "estimular a produção do conhecimento e da excelência científica ao permitir que universidades, institutos de pesquisa e companhias européias estabeleçam contato com parceiros em outros países, de modo a facilitar o acesso a ambientes de pesquisa fora da Europa e promover sinergias em escala global", de acordo com o documento.