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ETH inicia internacionalização a partir da África

Publicado em 13 outubro 2011

Por Brasil Econômico
 

A ETH Bioenergia caminha a passos largos para cumprir seu objetivo de ser uma das maiores empresas da açúcar e álcool do mundo. Nascida há quatro anos para ser o braço da Odebrecht na área de bioenergia, ele investiu R$ 6 bilhões até abril de 2011. Possui sete usinas em funcionamento em São Paulo e no Centro-Oeste e mais duas estão prestes a ser inauguradas. A Costa Rica (MS) entra em operação no próximo dia 15 e a usina de Águas Emendadas (GO) tem a inauguração prevista para fim de novembro. Com isso, a empresa terá chegado à sua meta de produzir 40 milhões de toneladas de cana até 2012, com 3 bilhões de litros de etanol e 2,7 mil GWh de energia elétrica a partir de bagaço de cana. "Cerca de 60% do crescimento da capacidade de produção de etanol no Brasil se deve à ETH", afirma orgulhoso o presidente da empresa, José Carlos Grubisich.

 

"Não somos a maior empresa do setor ainda porque estamos crescendo para atingir a capacidade de moagem, mas na safra de 2013 e 2014, certamente, teremos a liderança em etanol e biomassa." Grubisich diz que, com a entrada em funcionamento das duas novas usinas, o próximo objetivo da companhia é expandir sua atuação para outros países. "Enquanto estávamos focados no projeto brasileiro, a Odebrecht fechou negócios em parceria com Angola", conta. "Agora, com a nossa fase de investimento no Brasil terminada, podemos nos envolver na expansão para a África. Açúcar e etanol Em Angola, ao contrário do Brasil, a vocação prioritária é produzir açúcar para o mercado interno. Grubisich conta que a ETH também pretende entrar no mercado de açúcar, etanol e bioenergia em outros países da América Latina.

 

E avisa que a empresa não tem a intenção de parar apenas na produção atual. Numa segunda fase, pode ir à Bolsa de Valores para abrir o capital. "Essa é uma ferramenta possível para termos recursos em uma segunda fase de crescimento", diz o presidente da ETH. "Estamos avaliando a oportunidade subordinada às condições futuras de mercado." Grubisich conta que outro objetivo da empresa é agregar mais valor ao negócio, investindo em maior produtividade e em novos produtos. A operação mecanizada nas unidades da empresa, a redução dos impactos ambientais e o custo menor diante do plantio convencional já permitiram que a ETH viabilizasse o plantio de cerca de 110 mil hectares, um recorde mundial. "Na safra de 2013 e 2014 estaremos próximos dos 500 mil hectares", afirma. No final de setembro, a empresa assinou convênio com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), para otimizar o cultivo e processamento da cana e reduzir custos. Grubisich comemora o bom momento do etanol no Brasil. "A falta do combustível se deve ao fato de que o setor cresceu mais do que devia, a demanda cresceu muito rapidamente com a venda de novos carros flex e, por conta da crise de 2008, muitas empresas não conseguiram acompanhar o crescimento", diz. "Mas a ETH não tirou o pé do acelerador em nenhum momento e por isso está colhendo os frutos desse investimento."