Notícia

Jornal do Comércio (AM)

ETH e Fapesp fazem parceria para pesquisar energia limpa

Publicado em 19 janeiro 2011

A ETH Bioenergia, braço do grupo Odebrecht para a produção e a comercialização de etanol, energia elétrica e açúcar, está fechando parceria com a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para a realização de pesquisas em energia limpa.

A iniciativa, com previsão de início ainda no primeiro semestre, inclui o apoio a alunos e professores das universidades conveniadas à Fapesp para pesquisas científicas. Trata-se da primeira parceria entre usina e universidades em assuntos agrícolas com ênfase em tecnologia limpa.

O convênio -que tem os termos sujeitos ainda à apreciação pelo conselho da Fapesp- tem duração prevista de cinco anos. A expectativa é que os investimentos em pesquisa cheguem a R$ 10 milhões. Da parceria será formado um comitê gestor com representantes de ambas as organizações. Editais farão a descrição dos projetos que poderão concorrer às bolsas.

Grupo de Inovação

A aproximação faz parte das iniciativas do novo grupo de inovação e desenvolvimento da ETH, que foi criado no ano passado. No comando das operações está o diretor Carlos Calmanovici -também presidente da Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras).

"A missão do grupo é pensar e pesquisar como estará o setor nos próximos anos e estudar tecnologias para suportar esse crescimento". No fim do ano passado, a ETH conduziu projetos com a Universidade Federal de São Carlos e duas iniciativas com a Unicamp para mapeamento de leveduras, componentes que fazem parte da fermentação do álcool. Das pesquisas com a Unicamp nasceram dois pedidos de patentes que já foram registrados.

Criada em 2007, a ETH mantém sete unidades cogeradoras de energia elétrica por meio do processamento do bagaço da cana. Até o ano que vem, a empresa pretende aumentar a capacidade de suas usinas e construir outras duas unidades.

A empresa deve investir R$ 7,3 bilhões para chegar à capacidade máxima de produção, gerando 3 bilhões de litros de etanol e 2.700 Gigawatt hora (Gwh) de energia elétrica -o suficiente para abastecer, por exemplo, as residências do Ceará.