Notícia

Portal do Agronegócio

ETH Bioenergia e FAPESP firmam acordo para pesquisas em bioenergia

Publicado em 23 setembro 2011

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP, e a ETH Bioenergia, empresa que atua na produção de etanol, açúcar e energia a partir da biomassa de cana-de-açúcar, assinam em 26 de setembro um Acordo de Cooperação para Desenvolvimento de Pesquisa Científica e Tecnológica. O objetivo é desenvolver pesquisas nas áreas de plantio, colheita e processamento de cana-de-açúcar e seus derivados em cooperação entre pesquisadores de universidades e instituições de pesquisa, públicas e privadas, do Estado de São Paulo e da empresa.

Os temas de interesse da empresa e que serão estudados por meio do convênio envolvem as áreas de automação agrícola (sistemas inteligentes e simuladores de processos agrícolas) para agricultura de precisão; manejo de variedades de cana; melhoria da fermentação com ganhos em produtividade; recuperação e uso de subprodutos e resíduos; e desenvolvimento de biomassas de ciclo curto para complementar a cana. O aporte financeiro para viabilizar os projetos aprovados será de até R$ 20 milhões, sendo que cada parte irá desembolsar R$ 10 milhões. As propostas serão selecionadas em comum acordo pela ETH e a FAPESP, por meio de um comitê. Os recursos serão desembolsados conforme aprovação de cronograma.

Segundo Carlos Eduardo Calmanovici, responsável por Inovação e Tecnologia da ETH, a concretização desta parceria demonstra o comprometimento da empresa com a continuidade dos bons resultados da indústria de bioenergia brasileira. "Esperamos aprimorar os processos já existentes de uso dos açúcares da cana. Também desenvolver outros produtos que agreguem mais valor à cana e seus derivados para atender futuras demandas das indústrias química, farmacêutica e alimentícia, por exemplo".

"A cooperação entre pesquisadores de universidades e instituições de pesquisa e da empresa para pesquisa nas áreas previstas no acordo entre a FAPESP e a ETH procura aumentar o nível de conhecimento sobre a agricultura e o processamento da cana", diz Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP. "Esse avanço é estratégico e contribui para ampliar a produção de conhecimento aplicado à criação de fontes limpas de energia no Estado de São Paulo".