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Etanol brasileiro segue como principal alternativa em bioenergia

Publicado em 25 agosto 2011

A busca por novas alternativas para limpar as matrizes energéticas tem dado ao etanol brasileiro destaque pela possibilidade de substituir os combustíveis fósseis por fontes de energia renováveis. A análise foi realizada por especialistas, durante a primeira Conferência Brasileira de Ciência e Tecnologia em Bioenergia, ocorrida de 14 a 18 de agosto em Campos do Jordão (SP), e trata do volume total de biocombustíveis que poderá ser produzido no mundo.

Segundo Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), o Brasil tem totais condições de continuar liderando o mercado de etanol, tendo como base o álcool de cana-de-açúcar que continuará sendo a mais promissora tecnologia de bioenergia mundial disponível. Aproximadamente 47% da energia utilizada no Brasil é oriunda de fontes renováveis, enquanto a média do planeta gira em torno de 13%.

Do total de fontes de energias renováveis no país, 18% é  proveniente de cana-de-açúcar. “Isso é algo muito importante e nos leva a crer que é possível que outros países industrializados possuam mais de 25% de sua energia vinda de fontes renováveis”, disse Brito Cruz. Ele ressaltou que no estado de São Paulo – que responde por 34% do PIB brasileiro -, existe uma situação única. O número de veículos em relação à população é comparável ao de países como França, Espanha e Japão.

A utilização de etanol de cana-de-açúcar pela frota de veículos do estado de São Paulo correspondente a 63% da produção do Brasil, o que acarretou uma queda de 27% na participação do petróleo na matriz energética entre 1980 e 2008. “Este dado mostra que em algumas regiões do mundo, é possível dobrar a participação dos biocombustíveis em suas matrizes energéticas”, afirma Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.