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Dourados Informa

Etanol brasileiro pode ocupar 10% do mercado mundial da gasolina

Publicado em 03 dezembro 2008

O Brasil tem condições de produzir biocombustível suficiente para substituir pelo menos 10% de toda a gasolina consumida mundialmente. Mas, para que isso ocorra, a tecnologia tem que estar no campo e na própria planta, a cana-de-açúcar.

Essa foi uma das conclusões do Workshop Instrumentação e Automação Agrícola e Agroindustrial na Cadeia Cana-Etanol, realizado no âmbito do Projeto de Pesquisa em Políticas Públicas (PPPP) da Cadeia Cana-Etanol apoiado pela FAPESP, na Embrapa Instrumentação Agropecuária, em São Carlos, interior de São Paulo.

Para atingir a meta dos 10% da gasolina mundial, o país precisaria cultivar cerca de 35 milhões de hectares de cana-de-açúcar.

Os Estados Unidos são atualmente o maior produtor mundial de etanol, com o combustível produzido a partir do milho. O Brasil ocupa a segunda posição, com o álcool combustível derivado da cana-de-açúcar.

Entretanto, o Brasil lidera com folga quando se trata do números de artigos científicos publicados referentes às pesquisas com cana-de-açúcar. Considerando apenas o Estado de São Paulo, ele disputa a segunda colocação com os Estados Unidos.

Porém, o Brasil amarga uma terceira posição quando se trata de artigos científicos relacionados ao etanol extraído da biomassa e fora do grupo dos três primeiros quando o assunto é pesquisas de etanol de segunda geração (em ambos os casos os Estados Unidos lideram).

O workshop atendeu às espectativas dos organizadores, de funcionar como um espaço para discussões técnicas de orientação de pesquisa. Foram debatidos quatro temas, tendo como objeto principal a instrumentação e a automação agrícola na produção do etanol a partir da cana-de-açúcar.

As pesquisas apresentadas destacaram o que vem sendo desenvolvido nas universidades, institutos de pesquisas e nos departamentos de pesquisa e desenvolvimento de empresas do setor de cana, açúcar e álcool, tendo em vista o forte potencial do etanol e sua posição no mercado mundial em um futuro próximo.

Fonte: Canal da Cana