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Estudos genômicos do câncer ganham nova tecnologia

Publicado em 14 fevereiro 2005

Uma modificação na tecnologia de microarrays, também chamados de chips de DNA, vai permitir um avanço nos estudos genômicos comparativos do câncer. A nova plataforma, chamada de hibridização genômica comparativa baseada em array ou CGH, do inglês Comparative Genomic Hybridization, foi desenvolvida em parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, dos Estados Unidos, e a empresa norte-americana Agilent Technologies, de Palo Alto, na Califórnia.
A técnica, que pesquisa as alterações dos cromossomos em células cancerosas, possibilita que os pesquisadores identifiquem falhas em uma única cópia cromossômica, mais difíceis de serem identificadas. Conforme se multiplicam, as células cancerosas sofrem grandes alterações.
Compreender essas modificações é fundamental para entender a progressão do câncer e também desenvolver tratamentos e equipamentos para diagnóstico. Outros microarrays disponíveis no mercado exigem que os pesquisadores reduzam a complexidade de suas amostras genômicas, geralmente pela amplificação de uma região específica do DNA, para tornar possível o estudo.
Além da nova tecnologia, a Agilent anunciou a aquisição da empresa Computacional Biology Corporation, fundada por dois professores do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT), que desenvolveram a técnica chip-on-chip utilizada para análise da interação das proteínas e o genoma de células vivas. A intenção é usar a nova técnica para o desenvolvimento de novos fármacos.
Revista Pesquisa FAPESP