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Revista Brasileira de Risco e Seguro

Estudos descobrem ainda mais benefícios da caminhada

Publicado em 06 novembro 2007

Que caminhar faz bem à saúde, ninguém duvida. Agora, um novo estudo destaca outro benefício. Segundo a pesquisa coordenada por Paula Chiplis, do Hospital Johns Hopkins, nos Estados Unidos, exercícios moderados podem ajudar a reduzir - e até mesmo reverter - a perda de massa óssea causada por terapias hormonais ou por radiação usadas no tratamento do câncer de próstata localizado.

Os resultados do trabalho foram apresentados no dia 28 de outubro em Los Angeles, na reunião anual da Sociedade Norte-Americana de Oncologia e Radiologia Terapêutica.

O estudo mostrou que pacientes de câncer de próstata submetidos à hormonioterapia que caminharam em média cinco dias por semana, 30 minutos a cada vez, em passos moderados, mantiveram ou até mesmo aumentaram sua massa óssea.

Os homens de outro grupo, que não se exercitaram, perderam em média mais de 2% da densidade óssea em nove semanas, período da pesquisa. O estudo envolveu 70 homens sedentários, com câncer de próstata em estágios de 1 a 3.

"Pacientes de câncer de próstata não costumam ser aconselhados por seus médicos a fazer exercícios, mas caminhar é um exemplo de alternativa que pode ser empregada para a melhoria da saúde e para minimizar os efeitos colaterais dos tratamentos", disse Paula na exposição do estudo.

"Caminhar não tem efeitos danosos, caso seja feito moderadamente, e pode ajudar a melhorar enormemente a qualidade de vida dos homens que sofrem dos efeitos das terapias contra a doença", afirmou.

Homens com câncer de próstata localizado freqüentemente são submetidos à radioterapia, seguida por vários meses de terapia hormonal. A radiação é usada para destruir as células cancerosas, enquanto a hormonioterapia diminui os níveis de testosterona que estimulam as mesmas células, na tentativa de evitar o crescimento do tumor.

Homens submetidos à terapia hormonal costumam perder entre 4% e 13% da densidade óssea por ano a partir da meia-idade - normalmente, a perda fica entre 0,5% e 1%.

Fonte: Agência Fapesp