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Na Cuia da Cris

Estudo sugere que conservação na Amazônia deve priorizar o ambiente aquático

Publicado em 19 outubro 2020

As queimadas em várias partes do globo e, em especial, no Brasil, que estão acontecendo no Pantanal e na Amazônia têm provocado perdas na fauna e flora irreparáveis! Se equivoca quem pensa que é só plantar outra árvore no local e fica tudo bem!! A natureza pode demorar décadas pra resgatar as perdas ou, pior, nem resgatar! E agora um novo estudo pode ampliar a visão quando o assunto é preservação da Amazônia! O trabalho, que foi apoiado pela FAPESP, liderado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) e da Lancaster University, no Reino Unido e foi publicado na revista Science, sugere que priorizar ambientes aquáticos ao planejar ações de conservação ambiental na Amazônia pode ser até seis vezes mais eficiente do que centrar esforços na proteção das espécies terrestres, como é mais comum!

Os pesquisadores observaram, por meio de simulações feitas com dados georreferenciados, que quando o foco é na conservação e em espécies terrestres alcança-se para as espécies aquáticas apenas 22% da proteção que as terrestres recebem. Em contrapartida, quando o planejamento das áreas é focado na fauna que vive nos rios, lagos e riachos, os benefícios chegam a 84% em média para as terrestres a um mesmo custo financeiro! Pra conhecer mais sobre esse estudo é só acessar o endereço eletrônico ( https://science.sciencemag.org/content/370/6512/117 ).