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Estudo sobre água da represa será mostrado em simpósio na Índia

Publicado em 07 fevereiro 2008

Por Adival B. Pinto

Notícia publicada na edição de 07/02/2008 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 1 do caderno B - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.


O estudo baseia-se na qualidade da água da represa, que é boa, mas já sofre ação poluidora Imprimir Enviar por e-mail O 'Uso de sistema de informação geográfica, com enfoque na análise da qualidade da água e no uso da terra em reservatórios de São Paulo é o tema de um dos três trabalhos desenvolvidos em Sorocaba, e que será apresentado no Simpósio Internacional sobre Geociência, Meio Ambiente e Tecnologia, no câmpus de Kharagpur do Indian Institute of Technology (IIT), na Índia, entre 12 e 14 de fevereiro. O estudo baseia-se na análise de características físicas e bioquímicas da represa de Itupararanga, cujas águas abastecem cerca de 80% da cidade de Sorocaba.

De acordo com o coordenador do projeto, o professor André Henrique Rosa, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Sorocaba, a equipe formada por docentes e alunos do curso de Engenharia Ambiental cruzou os dados obtidos, com os de imagens de satélite, quanto ao uso da terra dos arredores do manancial. O trabalho é resultado de projeto de pesquisa financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Em sete pontos da represa foram coletadas amostras de água e analisadas. Houve medições de parâmetros como pH, temperatura, condutividade e oxigênio dissolvido. Para o processamento das imagens foram utilizados software e um método de classificação, explicou. O pesquisador esclareceu que, embora a qualidade da água ainda seja considerada boa foram verificadas alterações nos seus parâmetros, com valores de coliformes totais e fósforo, por exemplo, acima dos padrões estabelecidos pela legislação.

O professor explicou que para alguns parâmetros, as amostras de áreas próximas às fontes dos dois principais rios que alimentam o reservatório, próximas à área urbana, apresentaram valores acima da média, como turbidez, demanda química de oxigênio (DQO), coliforme fecal e concentração de nitrogênio e fósforo. E, para outros, valores abaixo, como oxigênio dissolvido (OD). Os resultados indicam que os principais problemas ambientais na área estudada estão relacionados ao uso da terra no entorno da represa, acrescentou.

Ao final do projeto, esperamos que os resultados sirvam como base para ações de planejamento, voltadas à redução da degradação ambiental e à gerência integrada do reservatório, destacou. Além de André Rosa, a equipe é formada pelos docentes Manoel Enrique Guandique, Marcela Peçanha, Roberto Lourenço e Viviane Carlos, da Unesp Sorocaba. Da Universidade de Sorocaba (Uniso) participou o professor Nobel Penteado, além de bolsistas do curso de Engenharia Ambiental da Unesp: Ângelo Juste e Silva, Bruno Rocha, João Moretti, João Gilberto Duarte e Samuel Barsanelli Costa.


Simpósio e trabalhos

O tema central do e simpósio será a 'Utilização do Geoespaço como Solução para Ambiente e Energia. Rosa, que embarcou no último final de semana para a Índia, esclareceu que a reunião é uma parceria entre Índia e Coréia do Sul, embora trabalhos de pesquisadores de outros países também foram aceitos.

Os outros dois trabalhos de Sorocaba que serão apresentados são frutos de um artigo baseado na avaliação da poluição do solo em área do Litoral Sul de São Paulo. O estudo mostrou que as principais fontes de poluição estão próximas às áreas com atividades petroquímica e de produção de fertilizantes. A iniciativa ofereceu uma visão do risco da poluição ambiental na área estudada.

O terceiro trabalho local, viabilizado via Fapesp, propõe nova metodologia para avaliar a contaminação de metais em sistemas aquáticos. Deste trabalho participam ainda as alunas de doutorado Danielle Goveia e Fabiana Lobo, bolsistas do CNPq e IQ-Unesp; e o docente Leonardo Fraceto, todos da Unesp/Sorocaba.