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Jornal Brasil

Estudo revela o impacto da relação entre empresas e instituições de pesquisa

Publicado em 03 abril 2013

Pesquisa mostra que o Sistema Nacional de Inovação ainda é incapaz mobilizar um contingente de cientistas comparável ao de países desenvolvidos. O estudo, elaborado pelo Projeto Interações de Universidades e Institutos de Pesquisa com Empresas no Brasil, foi desenvolvido entre 2007 e 2012, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Entre os objetivos do projeto estão identificar como se dá o relacionamento entre empresas e instituições de pesquisa no país e investigar se há intercâmbios importantes com áreas de conhecimento e setores diversos.

O trabalho, que abrange eixos básicos como teórico-conceitual, histórico e recortes temáticos, procurou mapear as parcerias e ajustar informações fornecidas por cientistas e empresas com o apoio do Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq em diversas áreas do país.

A temática também contemplou estudos internacionais, no contexto do projeto Interactions between Universities and Firms: searching for paths to support the changing role of universities in Latin America, apoiado pelo International Development Research Centre (IDRC), do Canadá, e que inclui 12 países da África, América Latina e Ásia.

Segundo Wilson Suzigan, do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a pesquisa brasileira foi realizada com base na metodologia americana, por meio de questionários, mas foi preciso adaptar o processo metodológico para alinhar o projeto nacional com o internacional.

Na enquete realizada entre empresas de 27 setores econômicos, foram identificadas 1.687 empresas que interagem com pesquisadores do Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq. Dessas, 20% responderam ao questionário da pesquisa, percentual similar ao de estudos semelhantes realizados em outros países.

Os estudos de caso mostraram que as áreas científicas de maior impacto no Brasil têm raízes históricas sólidas, com esforços sistemáticos e duradouros nas áreas de medicina/saúde, agricultura e as engenharias de minas, materiais, metalúrgica e aeronáutica.

*(Com informações da Fapesp)

Fonte: Agência Gestão CT&I de Notícias*