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Guia Taubaté

Estudo revela impactos ambientais na região até 2099

Publicado em 03 março 2015

O estado de São Paulo deverá sofrer com chuvas concentradas em períodos, intercaladas por momentos de seca. Isso é o que revela uma pesquisa realizada por três professores do Mestrado Acadêmico em Ciências Ambientais da Universidade de Taubaté (Unitau).

O estudo mostra tendências sobre o clima e possíveis impactos ambientais no Vale do Paraíba até 2099.

O levantamento integra uma pesquisa que abrange todo o Estado, com a participação de estudiosos de diferentes instituições, apoiada pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e divulgado no último mês. O Grupo da Unitau realizou análises relacionadas ao Vale do Paraíba.

A equipe, formada pelo Prof. Dr. Gilberto Fisch, pela Profa. Dra. Simey Thury Vieira Fisch e pela Profa. Dra. Maria Cecília Toledo, analisou aspectos climáticos e relacionados à fauna e à flora. O grupo foi convidado a integrar a pesquisa pelo Prof. Dr. José Antônio Marengo Orsini, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O estudo aponta que a tendência, de acordo com a análise de dados dos últimos anos, é que as chuvas tornem-se gradativamente mais “fortes e intensas”. Na prática, o dado pode representar preocupação, uma vez que esse tipo de precipitação não é o ideal para a absorção do solo e consequente irrigação de lençóis freáticos.

Responsável pela pesquisa na área de clima, o professor Gilberto Fisch explica que o trabalho aponta as consequências a curto e a longo prazo ao meio ambiente e que por isso é importante.

“Ela permite conhecer o futuro que nos espera e o efeito que isto causa sobre a sociedade. E que muitos não estão se preocupando”, comenta.

Impacto sobre fauna e flora

A pesquisa também analisou a distribuição de espécies de palmeira e de beija-flores na região. Isto porque, sendo plantas e animais nativos e sensíveis às mudanças climáticas, a reação tanto dos vegetais quanto dos animais às alterações no ambiente são indicadores de vulnerabilidade.

Os beija-flores são considerados animais “chave”, pois são polinizadores de diferentes espécies de plantas. Assim, alterações em suas atividades podem causar efeitos em cascata no meio ambiente, atingindo outras espécies.

De acordo com a professora Maria Cecília, responsável pela parte de fauna da pesquisa, já é possível notar mudanças nos animais, causadas pelo aumento da temperatura na região – fruto das mudanças climáticas vividas. “É certo que ele fica mais lento e, com isso, menos eficiente neste trabalho de polinização”, afirma.

O relatório pode ser conferido no site da Unitau.

por redação/Guia Taubaté