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Estudo revela desaceleração da pandemia na maior parte do país

Publicado em 17 setembro 2020

Os dados da quarta fase da pesquisa Epicovid — realizada por uma equipe da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e que monitora a pandemia em 133 cidades brasileiras desde maio — foram divulgados na última terça-feira (15/9). Segundo o estudo epidemiológico, o percentual de brasileiros que apresentam anticorpos contra o novo coronavírus caiu de 3,8% em junho para 1,4% em agosto. Isso pode significar que a pandemia está em desaceleração na maior parte do país.

A quarta fase do estudo contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Todos pela Saúde, e foi coordenada por Pedro Hallal, reitor da UFPel. A coleta de material foi realizada entre os dias 27 e 30 de agosto e, ao todo, 33.250 participantes de diferentes regiões do Brasil foram entrevistados e testados.

Nas três etapas anteriores – uma concluída em maio e outras duas no mês de junho, nas mesmas 133 cidades – a soroprevalência havia seguido tendência de elevação: 1,9%, 3,1% e 3,8%, respectivamente. A exceção foi a região Norte, onde em algumas localidades fortemente afetadas no início da pandemia houve uma queda na proporção de soropositivos entre a segunda e a terceira fases do estudo. Outras duas etapas de coleta devem ser realizadas nos próximos meses.

De acordo com Hallal, do início da pandemia até agora os pesquisadores têm verificado muitos fatos novos sobre o comportamento do novo coronavírus e sua ação no organismo humano. Antes acreditava-se, por exemplo, que os anticorpos contra o SARS-CoV-2 permaneciam um longo tempo no organismo, assim como ocorre no caso do coronavírus causador da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV). No entanto, evidências mais recentes indicam que o teste rápido – feito com uma gota de sangue extraída do dedo – capta com sensibilidade as infecções recentes, de até 45 dias, podendo também detectar infecções graves um pouco mais antigas.

“Inicialmente tratávamos a Epicovid como uma filmadora, que poderia mostrar a evolução da soroprevalência no país ao longo da epidemia, de forma cumulativa. Agora sabemos que os anticorpos têm duração limitada e, portanto, o que temos são várias fotografias de momentos diferentes. Embora não seja possível estimar o total de brasileiros que já teve contato com o vírus em algum momento da vida, conseguimos ver com precisão o percentual de pessoas que foram infectadas recentemente e esse número está claramente caindo”, explicou à Agência FAPESP.

O pesquisador ressalta que os resultados são fundamentais para guiar políticas de saúde mais específicas, pois revelam a realidade de cada região em particular. Ele lamenta que tenha havido uma paralização de dois meses na coleta de dados, entre julho e início de agosto, com a interrupção do financiamento do Ministério da Saúde. Com isso, segundo ele, uma parte da história epidemiológica da Covida-19 se perdeu.

Análise dos dados

Os resultados mais recentes revelam uma mudança na faixa etária dos infectados entre junho e agosto. Nos primeiros meses da pandemia, a soroprevalência foi maior entre pessoas de 20 a 50 anos, justamente aquelas em idade produtiva e que tiveram mais dificuldade para aderir ao isolamento social. Agora, o percentual diminuiu nesse grupo e aumentou entre crianças e idosos.

Do ponto de vista socioeconômico, a tendência se manteve estável em todas as fases da pesquisa: pessoas cujas famílias se encontram entre as 20% mais pobres da população apresentam prevalência mais de duas vezes superior à observada entre os 20% mais ricos.

Houve uma queda importante da prevalência entre indígenas nos últimos meses – reflexo da desaceleração da epidemia na região Norte. Por outro lado, pretos e pardos continuam a apresentar maior chance de infecção em comparação aos brancos.

De acordo com Hallal, nesta quarta fase ficou bem clara a interiorização da pandemia. Houve uma inversão, pois o vírus hoje está mais ativo nas cidades distantes dos grandes centros, o que é o oposto do que ocorreu nas fases anteriores da pesquisa.

As cidades com maior soroprevalência na última medição foram Juazeiro do Norte (8%) e Sobral (7,2%) – ambas no Ceará. Na sequência estão as paraenses Santarém (6,4%) e Altamira (5,2%). No Estado de São Paulo, a primeira colocada é Ribeirão Preto (2,8%), seguida por Araçatuba (2%), Campinas (0,8%) e capital (0,8%).

*Com informações da Epicovid, UFPel e Agência FAPESP.

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