Notícia

AMDA - Associação Mineira de Defesa do Ambiente

Estudo prevê que, em 2100, temperatura média no país será até 6ºC mais alta que no final do século 20

Publicado em 19 agosto 2013

O primeiro relatório de avaliação nacional do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) prevê que, em 2100, a temperatura média do Brasil será de 3ºC a 6ºC mais alta do que no final do século 20. O documento ainda será divulgado em setembro, na 1ª Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais, mas alguns dados foram adiantados na edição de agosto da revista "Pesquisa Fapesp".

De acordo com a Pesquisa, o relatório também apresenta informações sobre mudanças em relação às chuvas no país. Enquanto biomas como a Amazônia e a Caatinga devem receber cerca de 40% a menos de chuva, nos Pampas, há uma tendência de aumento de cerca de um terço na pluviosidade até 2100. Especialistas ponderam que os dados demonstram que o Brasil sofrerá mais com extremos climáticos, como períodos prolongados de seca ou períodos maiores de chuva forte.

A notícia ganhou destaque no portal de notícias G1, que identificou um dos instrumentos utilizados para se chegar ao cenário da evolução do clima no país nos próximos anos: o Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (Besm), primeiro modelo climático nacional. A ferramenta, em desenvolvimento desde 2008, foi apresentada em fevereiro deste ano. De acordo com especialistas, o Brasil é o único país do hemisfério Sul que possui um modelo climático próprio. A vantagem de ter um sistema nacional é a possibilidade de obter características mais detalhadas sobre o Brasil e sobre o continente sul-americano.

Um dos resultados obtidos exclusivamente pelo instrumento nacional, segundo a "Pesquisa Fapesp", é que, em 30 anos, se a taxa de emissão de CO2 continuar na tendência atual, a temperatura média anual do país já deve aumentar 1ºC. Apenas as regiões Sul e Norte devem se manter com temperaturas estáveis no período.