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Famema

Estudo premiado no Hemo 2007 mostra que TRALI é mais prevalente em multíparas

Publicado em 07 dezembro 2007

Estudo desenvolvido pela pesquisadora voluntária do Hemocentro da Faculdade de Medicina de Marília (Famema) Larissa Barbosa Lopes mostra que a reação causada pelo anticorpo leucocitário conhecida como insuficiência pulmonar associada à transfusão, internacionalmente denominada Transfusion Related Acute Lung Injury (TRALI), é mais comum em multíparas - mulheres que tiveram três ou mais filhos.

O componente do sangue que não contém células (soro) foi analisado para identificar a presença do anticorpo leucocitário, gerado durante a gestação ou em pacientes transfusionados.

Trezentas e cinqüenta mulheres foram pesquisadas. Cem que tiveram um filho, outras 100 com dois filhos e o mesmo número de mulheres que passaram por três ou mais períodos de gestação. Cinqüenta nulíparas (sem nenhuma gestação) fizeram parte do grupo de controle.

A pesquisa destacou que 37% das mulheres com três ou mais gestações, 26% com duas gestações e 17% que tiveram apenas uma gestação apresentaram o anticorpo leucocitário. No geral, 26% dos casos possuem risco de contraírem TRALI, que pode trazer edema e gerar insuficiência pulmonar.

O trabalho teve a orientação do presidente do Colégio Brasileiro de Hematologia e Hemoterapia e chefe do departamento de Oncologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) José Orlando Bordin e contou com a co-orientação do diretor técnico do Hemocentro da Famema Antonio Fabron Junior. A pesquisa recebeu o Prêmio "Ruy Faria" no Congresso Brasileiro de Hematologia e Hemoterapia, o Hemo 2007, realizado de 7 a 10 de novembro na cidade de São Paulo.

"O estudo foi considerado o melhor do congresso o que nos deixou muito honrados. Me formei na Unifesp, mas sou de Marília e como tive o convite para fazer o meu mestrado no Hemocentro aceitei com o maior prazer. Tenho bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em andamento e espero poder trabalhar de forma efetiva no Hemocentro", ressaltou a biomédica Larissa Barbosa Lopes.