Notícia

SEGS Portal Nacional de Seguros & Saúde

Estudo mostra que maioria dos casos de Disfunção Temporomandibular (DTM) acontece em mulheres

Publicado em 24 setembro 2019

Pesquisa desenvolvida por estudantes da Faculdade São Leopoldo Mandic detectou que a dor nos músculos da mastigação é o diagnóstico mais frequente

Um estudo realizado por estudantes de pós-graduação da Faculdade São Leopoldo Mandic analisou o histórico de 227 pacientes diagnosticados com Disfunção Temporomandibular (DTM). Dos participantes, 51,5% eram do gênero feminino e, entre elas, 69% apresentaram incidência de DTM. Os homens representaram 48,5% dos pesquisados, sendo que 31% manifestaram a disfunção.

“A incidência maior em mulheres pode estar relacionada ao fato do estudo ter identificado uma maior sobrecarga emocional no público feminino”, afirma Rosane Furtado, responsável pelo estudo e aluna do curso de pós-graduação com foco em Disfunção Temporomandibular (DTM) e Dor Orofacial da Faculdade São Leopoldo Mandic.

A pesquisa analisou ainda quais os sintomas mais prevalentes no cotidiano destes pacientes. Ao todo foram considerados dez sintomas ocasionados pela DTM: mialgia local (dor muscular em um só ponto), dor miofascial com espalhamento (a dor se espalha a partir de um ponto), dor miofascial com dor referida (é sentida num local diferente do local onde se localiza o problema), cefaleia atribuída à DTM (dores de cabeça causadas por uma DTM).

Outros sintomas analisados foram relacionados ao Deslocamento de Disco (DD): com Redução (DDCR) (desordem biomecânica da articulação que realiza os movimentos da boca, articulação temporomandibular (ATM) – sem travamento bucal), DDCR com travamento intermitente (desordem biomecânica da ATM com frequentes travamentos que limitam a abertura bucal), DDSR com limitação de abertura bucal (desordem está associada com a limitação de abertura bucal persistente), doenças degenerativas (degeneração do tecido articular), artralgia (dor nas ATMs).

Entre os sintomas com maior frequência estão mialgia local (96%), cefaleia atribuída 87% e dor miofascial com espalhamento (74%). A queixa de dor esteve associada aos diagnósticos de DTM, sendo a mialgia local o subtipo mais frequente (95%) e a dor miofascial com espalhamento vindo em segundo lugar com74%.

Disfunção Temporomandibular (DTM)

A articulação temporomandibular está localizada à frente das orelhas em cada lado da cabeça. É flexível, permitindo que se mastigue e fale. Os músculos que realizam os movimentos dessa articulação e, consequentemente, realizam os movimentos da boca são chamados músculos da mastigação. As disfunções temporomandibulares são um grupo de condições que podem causar dor, dificuldade de abrir ou fechar a boca ou em alguns casos zumbidos nos ouvidos, entre outros.

Sobre o Instituto de Pesquisas São Leopoldo Mandic

O Instituto de Pesquisas São Leopoldo Mandic, em Campinas, foi constituído em janeiro de 2008, sem fins lucrativos, para realizar pesquisas científicas na área de saúde. Iniciou com pesquisas na área odontológica, expandiu para a área de saúde, além do desenvolvimento de novas tecnologias, produção e divulgação de informações e conhecimentos técnico-científicos, fomento à capacitação e treinamento de pesquisadores. Conta com laboratórios de Cultura de Células, Microbiologia, Ensaio de Materiais, Patologia e Imunohistoquímica, Biologia Molecular e Terapia Celular, todos equipados com recursos de última geração. Até dezembro de 2018, foram 981 artigos publicados em revistas científicas indexadas em diferentes bases de dados, como PubMed e Scielo. E o Laboratório de Patologia emitiu, gratuitamente, mais de 24 mil laudos de biópsias provenientes de tecidos da região da cabeça e pescoço, sendo 1.542 de carcinomas e 125 de neoplasias malignas. Os recursos financeiros do Instituto de Pesquisas São Leopoldo Mandic são obtidos por meio de parcerias e convênios, financiamentos de órgãos públicos, contribuição de associados e terceiros e recebimento de patentes. Dentre os principais parceiros, destacam-se CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).