Notícia

O Liberal (PA)

Estudo mostra que há redução de área verde

Publicado em 25 agosto 2005

Pesquisa realizada pelo Instituto Florestal mostra que a região administrativa de Campinas, englobada por 90 cidades, entre elas Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara d'Oeste e Sumaré, ficou em sexto lugar entre as regiões do Estado que apresentaram redução na área de vegetação natural.
O estudo revelou que, em 1990, a região tinha 213.700 hectares de área verde e, em 2000, eram oito mil hectares a menos — o que representa uma queda na cobertura vegetal de cerca de 3,7%.
A região de Campinas destoou do resto do Estado, que apresentou crescimento na cobertura vegetal no mesmo período de dez anos. O pior índice de redução ficou com Araçatuba, no Oeste Paulista, com 16% de diminuição. "A redução da vegetação é nítida. O estudo não causa espanto", afirmou o presidente do Grupo de Defesa Ecológica de Americana e Região, César Fabiano Vilela.
De acordo com ele, novos empreendimentos imobiliários e industriais, aliados a constantes queimadas registradas em Americana, são os principais responsáveis pela queda nas áreas verdes da cidade. Vilela defende que os municípios passem a fazer seus próprios levantamentos e a atuar melhor nestas questões como forma de reverter o quadro atual de desmatamento.
"Na nossa opinião, o mapeamento de satélite feito atualmente não reflete totalmente a situação do desmatamento. Para isso é preciso que as cidades assumam estes estudos", afirmou.
O estudo do Instituto Florestal é parte integrante do programa Biota-Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), que pretende mapear toda a biodiversidade no Estado. No balanço geral São Paulo teve crescimento na cobertura vegetal, ganho equivalente a 126 mil campos de futebol.
Desde o primeiro levantamento deste tipo, feito na década de 1960, é a primeira vez que se registra aumento na vegetação. A assessoria de imprensa do Instituto Florestal, órgão da administração direta do governo paulista, informou que no próximo ano deve ser concluído mais um mapeamento da vegetação nativa de São Paulo. O estudo passará a ser atualizado a cada cinco anos.