Um estudo realizado com pacientes das Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Guarulhos (SP) revelou resultados positivos no uso do WhatsApp como ferramenta para combater a solidão e melhorar os quadros de depressão em idosos. A pesquisa, chamada de "Viva a Vida", foi conduzida por Marcia Scazufca, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), e sua equipe, e teve seus resultados publicados na revista Nature Medicine.
Segundo Scazufca, o programa "Viva a Vida" é considerado um primeiro passo que pode ser combinado com outras formas de intervenção. A maioria dos participantes do estudo não recebia tratamento para depressão anteriormente, nem mesmo tinham sido diagnosticados com o transtorno.
As mensagens enviadas para o grupo de intervenção eram em formato de áudio, com três minutos de duração, ou imagens, evitando o uso de texto escrito. A comunicação foi adaptada com uma linguagem simples, inspirada em programas de rádio populares, para garantir a compreensão de todos os participantes.
Os participantes do estudo tinham em média 65,1 anos, sendo 74,8% mulheres e 25,2% homens. Do total de 603 inscritos, 527 completaram a avaliação de seguimento, o que representa 87,4% de adesão.
No grupo que recebeu a intervenção, 42,4% dos participantes apresentaram melhora nos sintomas depressivos, enquanto no grupo controle a melhora foi de 32,2%. O estudo contou com o apoio financeiro da FAPESP, conforme informações do Portal do Governo.