Notícia

TV TEM (São José do Rio Preto, SP)

Estudo mapeia vírus em Jundiaí

Publicado em 18 abril 2006

Por Simone Lins
Programa financiado pela FAPESP coleta mucosas de crianças no Hospital Universitário para combater doenças virais respiratórias

A Rede de Diversidade do Genoma Viral, que pertence ao Programa Genoma da FAPESP (Fundação de Amparo em Pesquisa do Estado de São Paulo), mapeia em Jundiaí o seqüenciamento genético de quatro tipos de vírus que provocam doenças respiratórias, como gripe, pneumonia, laringites entre outros.
A pesquisa avalia infecções respiratórias agudas pelos vírus Sincicial respiratório, Parainfluenza (1, 2 e 3), Adenovírus e Influenza A e B, em crianças menores de 15 anos e é feita no Hospital Universitário. O estudo é promovido com a coleta de mucosas de crianças, porque elas apresentam problemas respiratórios com mais freqüência. "O objetivo é montar uma rede de vigilância em todo o Estado e com isso conhecermos a epidemiologia e o risco da gravidade das doenças causadas pelos vírus respiratórios", disse o médico responsável pela pesquisa em Jundiaí, Saulo Passos, do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de Jundiaí.
O trabalho, que teve início em Jundiaí no ano passado e ainda não tem previsão para acabar, tem parceria com o Instituto Adolfo Lutz e com a USP (Universidade de São Paulo).
Atualmente, a Rede Genoma é composta por 21 laboratórios localizados em diferentes regiões do Estado, com a finalidade de estudar, em quatro anos, as variedades genéticas de quatro vírus: HIV; Hepatite C; Hantavírus e os vírus respiratórios.
Em Jundiaí, a pesquisa funciona assim: quando uma criança chega ao hospital com coriza, ela recebe atendimento, um médico colhe esse material e manda para análise no Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. A análise, depois de realizada, segue para a USP, onde é feito o seqüenciamento genético do vírus.
"A iniciativa é importante. A coleta é indolor e vai ajudar muita gente", disse a dona-de-casa Marli Lopes, 26, mãe de Tauany, de 1 ano, uma das crianças que participaram da pesquisa. O estudo precisa de 800 amostras e já recolheu 200.