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Estudo indica que construção de ciclovia incentiva uso de bicicletas

Publicado em 29 junho 2018

Um estudo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) mostra “que moradores de áreas próximas às ciclovias têm a chance aumentada de usar a bicicleta como meio de transporte em 154%. Para aqueles que moram perto de estações de trem ou metrô, o aumento ficou em 107%, independentemente de fatores como sexo, idade, nível educacional ou bairro”.

Segundo dados divulgados pela Agência Fapesp, apenas 5,1% da população adulta de São Paulo utiliza a bicicleta como meio de locomoção. Os resultados do estudo apontam que a construção de mais ciclovias faria aumentar esse número. Alex Florindo, professor da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores do estudo, afirmou em entrevista à Fapesp que “é preciso garantir o espaço, principalmente em uma cidade como São Paulo, que tem um trânsito tão violento e capaz de inibir o uso da bicicleta”. Dados apresentados pelo movimento Ciclocidade apontam que “enquanto 38% dos usuários de outros meios de transporte se estressam sempre ou quase sempre, apenas 14% dos ciclistas passam nervoso. Em relação ao medo de atrasos, 35% dos não ciclistas sofrem com isso e apenas 15% têm esse problema no dia a dia.

O desconforto é de 35% contra 14% e, no aspecto da segurança, os números infelizmente são mais parecidos, ainda que mais favoráveis a quem pedala: 60% contra 48%”. Ciclovias ganham sinalização As ciclovias do centro estão recebendo sinalização de orientação aos usuários. A medida faz parte do Programa de Orientação do Ciclista (POC), iniciativa para incentivar a mobilidade por meio da sinalização direcionada a quem utiliza a bicicleta como transporte. Nesta primeira etapa, foram instaladas 76 placas em 12,3 quilômetros de vias. Até o fim do ano, a Secretaria Municipal de Transportes (SMT) implantará aproximadamente 550 placas de orientação para ciclistas no centro e na Lapa, fazendo a cobertura de 62,6 quilômetros. A exemplo do que foi feito na ciclovia da Avenida Paulista, em setembro do ano passado, a sinalização indica pontos de referência da cidade, direção, distância em quilômetros e tempo médio de percurso de bicicleta. Haverá dois tipos de sinalização: as placas de fundo verde indicarão trajetos de curta distância, enquanto as de fundo branco mostrarão os de longa distância.

Os dois tipos indicam a direção para pontos de referência da cidade (parques, praças, estações de trem e metrô, terminais de ônibus etc.). Além disso, as placas informam a localização de bicicletários. Estrutura de ligação A região de Pinheiros possui uma crescente rede de canais de deslocamento de bicicletas, que se interligam com outros modais de transporte. Os bicicletários das estações Pinheiros, Faria Lima e Fradique Coutinho do Metrô promovem uma nova maneira de se deslocar pela cidade. Assim, os cidadãos que usam a bicicleta como meio de transporte ou lazer também podem utilizar os serviços do Metrô e da CPTM.

Segundo a ViaQuatro, responsável pela Linha 4 – Amarela, 123 vagas estão disponíveis no bicicletário da Estação Pinheiros, 150 na Estação Butantã e 86 na Fradique Coutinho. “As bicicletas devem ser presas com correntes e cadeados dos próprios usuários, responsáveis também pela guarda das chaves”, informa a empresa. Para ter acesso ao bicicletário, é preciso fazer um cadastramento biométrico e um pré-cadastro com dados pessoais no site da empresa. “Para conclusão e efetivação do cadastro, o ciclista deve ir a um dos bicicletários da Linha 4-Amarela, localizados nas estações Fradique Coutinho, Pinheiros ou Butantã, e apresentar documento original com foto, comprovante de residência e o número de protocolo gerado no pré-cadastro feito pela internet”, finaliza. As bicicletas podem ficar estacionadas por no máximo quatro dias. R