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Estudo: fraturas de idosos em quedas variam de sexo e idade

Publicado em 31 março 2009

A maior parte das quedas que resultaram em fratura grave entre idosos ocorre em domicílios das 6h às 18 horas, sendo que a maioria delas não foi atribuída a escorregões ou tropeços e os locais dos acidentes variam de acordo com sexo e idade.

As conclusões são de um estudo publicado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, na Inglaterra, e da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O trabalho, que descreve as circunstâncias e características de quedas entre idosos do Rio de Janeiro, analisou 414 casos envolvendo fraturas e hospitalizações descritos em dois outros estudos, feitos entre 1998 e 2004, que tiveram o objetivo de investigar fatores de risco e consequências de fraturas severas devido a quedas em indivíduos com mais de 60 anos.

A amostra contemplou cinco hospitais cariocas em diferentes regiões da cidade. Os resultados mostraram que 77,5% dos acidentes ocorrem com mulheres e que em 17% dos casos o idoso vivia sozinho. A fratura de fêmur foi a mais comum, sendo mais frequente no grupo acima de 70 anos.

O estudo indica ainda que metade das quedas domiciliares ocorreu no quarto ou fora da casa. Quedas na cozinha foram mais comuns entre mulheres, enquanto os tombos no quarto foram mais frequentes entre homens, que supostamente ficam mais nesse ambiente da casa por terem mais limitações físicas devido às atividades diárias, sugerem os pesquisadores.

De acordo com o levantamento, cerca de 50% das quedas masculinas e femininas ocorreram durante o ato de andar, sendo que apenas um quinto dos casos foi atribuído a tropeços e chão escorregadio. Segundo os autores do trabalho, isso pode estar associado a fraquezas musculares, hipotensão provocada pela postura, arritmias, modo de andar mais lento, dores, dentre outros fatores que tendem a ser observado com o aumento da idade. O estudo também verificou a influência de salto alto e de chinelo nos tombos, mas apenas 2% dos casos envolveram esses calçados.

Com informações da Agência Fapesp