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Jornal da Cidade (Bauru, SP) online

Estudo foca substâncias voláteis das plantas

Publicado em 09 fevereiro 2007

Agência FAPESP - O Laboratório de Comportamento de Insetos da Esalq, que custou R$ 250 mil e funciona em uma área de 180 metros quadrados, dará especial atenção ao estudo de substâncias voláteis de plantas. "Essa é uma área extremamente recente, que ainda não é dominada pelos grupos de pesquisa no Brasil", justifica Bento.
Ao serem atacadas por uma praga agrícola, como uma lagarta, as plantas produzem substâncias voláteis e as liberam no meio ambiente para atrair o inimigo natural da praga, que são os parasitóides. "Trata-se de uma defesa natural que as plantas adquiriram ao longo do processo evolutivo. Com os sinais químicos, os parasitóides são atraídos para a região onde está a planta para fazer o controle biológico das pragas", explica.
De acordo com Bento, os voláteis de plantas são substâncias extremamente recentes do ponto de vista científico, com pouco mais de dez anos de estudos. "Apesar de ainda não terem uma aplicação prática, institutos de pesquisa de todo o mundo estão investindo milhões de dólares com grandes perspectivas de que essas substâncias também sejam sintetizadas e usadas em armadilhas, a exemplo dos feromônios", prevê.