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Estudo descobre vulnerabilidade seletiva de neurônios no desenvolvimento de Alzheimer

Publicado em 15 fevereiro 2021

Por Cláudia Kimie Suemoto

“A partir do momento que se entende que existem neurônios específicos sendo destruídos pela doença, futuramente será possível projetar tratamentos que parem essa suscetibilidade”, diz a médica e pesquisadora

Um grupo de cinco pesquisadores brasileiros, em parceria com cientistas da Universidade da Califórnia, identificou células cerebrais mais vulneráveis ao Alzheimer. Em entrevista ao Jornal da USP no Ar Primeira Edição, a médica e professora de Geriatria da Faculdade de Medicina da USP, Cláudia Kimie Suemoto, explica a nova descoberta. 

No caso da doença de Alzheimer, existe uma proteína que acomete os neurônios e realiza sempre o mesmo caminho. Começa por uma região do hipocampo relacionada à memória e vai ascendendo, de forma muito previsível em todos os pacientes, até atingir todo o cérebro. Os pesquisadores descobriram que alguns neurônios são acometidos e outros não, dentro da mesma região. A questão central para o estudo, então, é exatamente essa vulnerabilidade seletiva.

“A partir do momento que você entende que existem neurônios específicos sendo destruídos pela doença, você pode futuramente projetar tratamentos que parem essa suscetibilidade. Você pode pensar em um tratamento para não ativar a produção dessas proteínas”, diz a médica.

Cláudia explica que a plataforma de estudos foi criada aos poucos e é a junção de três departamentos dentro da Faculdade de Medicina – Geriatria, Neurologia e Patologia. Segundo ela, o trabalho vem sendo realizado “com esforços conjuntos e contínuos, agências de financiamento, como a Fapesp, CNPq, Capes; também temos verba internacional da associação norte-americana de Alzheimer. Essa técnica do sequenciamento de célula única – em tradução livre – é muito recente. É um trabalho de formiguinha, dia a dia a gente vem incorporando técnicas inovadoras”, encerra.


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