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Estudo descobre componente responsável pela queda da pressão na sepse e causa reviravolta

Publicado em 16 abril 2019

Um grupo de pesquisadores do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um centro de Pesquisa Inovação e Difusão apoiado pela Fapesp, protagonizou uma importante descoberta sobre as doenças inflamatórias fatais, como por exemplo a sepse. A sepse é um problema importante e recorrente no ambiente hospitalar, com uma taxa de letalidade em torno de 50%.

Os pesquisadores descobriram a existência de um “segundo agente” nas respostas imunológicas exacerbadas: o oxigênio singlete. Há anos, acreditava-se que a quinurenina, produto metabólico do do aminoácido triptofano, era o único agente responsável pela dilatação dos vasos sanguíneos e pela subsequente queda de pressão arterial na sepse. O oxigênio singlete seria como uma espécie eletronicamente excitada de uma molécula normal de oxigênio, já havia sido descrito em fungos e bactérias, sendo que esta foi a primeira vez que seu papel fisiológico foi demonstrado em mamíferos.

O estudo foi publicado na Nature, e segundo a revista, o “novo agente” estaria responsável por formar uma molécula que atua na dilatação ou contração dos vasos sanguíneos durante a inflamação característica da sepse. O grupo, com pesquisadores de diversos países, utilizaram das técnicas de cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massas e ressonância magnética nuclear, conseguindo demonstrar então a diferença entre a quinurenina e o novo agente. Através dos experimentos notou-se que o composto chamado cis-WOOH é formado por uma enzima chamada IDOI1 a partir de uma reação que envolve o triptofano e o oxigênio singlete, na presença de peróxido de hidrogênio.

Utilizando camundongos, os pesquisadores demonstraram que o cis-WOOH age como um “agente relaxador” das artérias em diferentes espécies, provando então a queda da pressão arterial. A importância da descoberta consiste no fato de que a partir dela é possível ajustar o foco terapêutico no tratamento de pacientes com sepse, entre outras patologias. Segundo pesquisadores, é possível que o oxigênio singlete esteja envolvido até mesmo nos processos inflamatórios de tumores, favorecendo a evasão dos mesmos.

Informações retiradas de Agência Fapesp

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