Notícia

Ambientebrasil

Estudo de frutas tem 1,7 milhão de euros

Publicado em 26 fevereiro 2006

A União Européia pretende destinar, nos próximos quatro anos, 1,7 milhão de euros para o estudo de frutas tropicais como açaí, amora silvestre, caju, camu-camu, pupunha, pitaia e tomate de árvore.
A intenção do projeto "Agregando valor a frutas tropicais subutilizadas com grande potencial de comercialização" é pesquisar o valor nutricional dessas espécies e desenvolver tecnologias inovadoras de processamento.
O trabalho, que reunirá instituições de ensino e pesquisa da Alemanha, Bélgica, Brasil, Costa Rica, Equador, França, Inglaterra e México, integra o Programa de Cooperação Internacional em Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da União Européia, que destina recursos para as áreas de saúde pública, uso racional dos recursos naturais e segurança alimentar.
No Brasil, as pesquisas receberão 217, 2 mil euros e serão desenvolvidas pela Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza, pela Embrapa Agroindústria de Alimentos, no Rio de Janeiro, e pela Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, todas unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Os estudos incluirão a análise da cadeia produtiva, qualidade dos produtos e avaliação das tecnologias de processamento disponíveis, visando a promover o desenvolvimento das agroindústrias locais e o acesso ao mercado internacional. O projeto prevê ainda a caracterização dos potenciais funcionais das frutas tropicais, especialmente em relação à capacidade antioxidante e compostos bioativos.
Além da Embrapa, participam do projeto o Centro Nacional de Investigação em Tecnologia de Alimentos, na Costa Rica, a Escola Politécnica Nacional, no Equador, o Instituto Nacional de Pesquisas Florestais, Agrícolas e Pecuárias, no México, o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica pelo Desenvolvimento (Cirad), da França, a Universidade de Bonn, na Alemanha, a Universidade de Gent, na Bélgica, e a Universidade de Southampton, na Inglaterra.
Agência FAPESP