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Diário do Rio Claro

Estudo de cientista da Usp descreve o padrão de propagação do novo coronavírus

Publicado em 10 outubro 2020

Por Boas notícias

Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), cientistas da Universidade de São Paulo (USP) investigam como ocorre a propagação do novo coronavírus, causador da COVID-19.

O modelo mais usado para descrever a evolução de uma epidemia ao longo do tempo é chamado de SIR. A sigla é formada pelas letras iniciais das palavras suscetíveis (S), infectados (1) e removidos (R). A pessoa suscetível pode ser infectada, e a pessoa infectada será eventualmente removida, por imunização ou morte. Assim, as populações das três classes variam, enquanto a população total, dada pela soma dos indivíduos que compõem cada uma delas, é considerada constante na escala de tempo da contaminação epidêmica.

A função I (t), resultante do modelo, descreve o aumento da população infectada ao longo do tempo. A curva apresenta um ramo ascendente mais acentuado, correspondente à fase de intensa propagação do agente patogênico; um ponto máximo, correspondente ao pico de contaminação; e um ramo descendente mais suave, correspondente à lenta diminuição do contágio, até não haver mais nenhum indivíduo infectante.

O modelo SIR tem sido aplicado em diversas análises sobre a pandemia provocada pelo novo coronavírus. “ Embora esse modelo seja uma ferramenta muito útil para investigar a evolução temporal da pandemia, ele fornece poucos insights sobre como a infecção evolui no espaço. E isso é fundamental para planejamento de programas de distanciamento social que efetivamente protejam as populações ao mesmo tempo que diminuam os impactos socioeconômicos da pandemia ”, diz à Agência Fapesp o pesquisador Airton Depp man, professor do Instituto de Física da USP.

Ele é um dos coordenadores do estudo Fractal signatures of the COVID-19 spread, publicado no periódico Chaos, Solitons Fractal s. “ Desenvolvemos um modelo que fornece uma boa descrição da evolução espacial e temporal das doenças epidêmicas. E pode ser útil para a formulação de políticas de distanciamento social, caso seja necessário enfrentar futuras pandemias ”, diz o pesquisador.