Notícia

Ceará Agora

Estudo da Unicamp alerta: efeito sanfona prejudica metabolismo e reduz atividade da gordura marrom em mulheres (115 notícias)

Publicado em 04 de fevereiro de 2026

Jornal Desperta Cidade Blog do HP Jornal de Itatiba online Chumbo Grosso DF Guarulhos em Destaque MS em Foco Oeste 360 TV Interbam Zatum Guia Viver Bem O Repórter Regional online J1 Notícias Jornal Tabloide online (Cotia, SP) Mustach Penha News Candeias Mix TV Caparaó V Notícias Panorâmica News O Correspondente BataNews Manchete Política Chapada em alerta Jornal Online Alagoas Portal NA - Nécessaire Affaires Grupo Bom dia Dipu - Diário Popular (São Paulo, SP) FocoNews Inteligência Brasil Imprensa A Notícia Digital Viva Pariquera Ceará em Pauta Correio da Manhã (RJ) online Cidade na Rede Alô Guaíra Acre in Foco Jornal MT Norte Online Bom Dia Baixada Panorama Goiás Portal Cidade Ivinhema Bom dia Sorocaba Portal do Viola News Portal Globo Cidade Bom Dia Barretos Mais Top News Casa da Maria Mandú Capital Política TVC Brasil É Destaque Brasília A Gazeta de Rondônia Digital Click Itapema Portal ABC News Rio Verde News Arena de Notícias A Página Regional Jornal do Interior Gazeta Bahia Vamos adiante Diga Notícias Giro 1 online Jornal Metropolitano SP Foco Paraíba Portal VV8 Portal Brasil News Olhar Dinâmico (SP) Portal de Notícias Estado Maior VotuMais (SP) AW TV News Conect Show Noticias Rádio Verona - 87,9 FM Portal Âncora 1 Hits Vale News Jornal da Raposo Rede Bom Dia São Paulo (São Paulo) Portal Super People VNS - Vi no Site Alto Tietê News Agora Diário Notícias ON Portal de notícias Edmilson Luiz RM7 Portal de notícias Bonfim Digital Narciso News Bacci Noticias

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acende um alerta sobre os impactos do chamado efeito sanfona na saúde metabólica feminina. Segundo a pesquisa, mulheres que passaram por sucessivos ciclos de perda intencional de peso seguidos de reganho não planejado apresentaram pior perfil cardiometabólico e menor atividade da gordura marrom, um tipo especial de tecido adiposo responsável por ajudar o organismo a gastar energia.

Os resultados indicam que o problema não está apenas na variação de peso, mas principalmente no acúmulo progressivo de gordura corporal ao longo do tempo. O trabalho foi apoiado pela FAPESP e publicado na revista científica Nutrition Research. A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório de Investigação em Metabolismo e Diabetes do Gastrocentro-Unicamp, sob orientação de Ana Carolina Junqueira Vasques e coorientação de Bruno Geloneze, com participação das pesquisadoras Laura Ramos Gonçalves Gomes e Isabela Solar.

De acordo com Vasques, o foco do estudo foi avaliar a atividade do tecido adiposo marrom, conhecido pela sigla BAT (brown adipose tissue), que vem despertando crescente interesse científico por seu papel potencial no controle da obesidade, do diabetes e das dislipidemias. Diferentemente da gordura branca, que armazena energia, o BAT tem função oposta: queima glicose e lipídios para produzir calor, contribuindo para o gasto energético. “Esse tecido é rico em mitocôndrias, estruturas responsáveis pela produção de energia nas células, o que explica sua coloração acastanhada e alta atividade metabólica”, explica a pesquisadora.

Até pouco mais de uma década atrás, acreditava-se que a gordura marrom existia apenas em recém-nascidos, auxiliando na regulação da temperatura corporal. Em 2009, no entanto, estudos demonstraram que adultos também possuem BAT, especialmente na região supraclavicular, que inclui o pescoço, acima da clavícula e ao redor da coluna vertebral. Desde então, as pesquisas sobre o tema se intensificaram.

No estudo da Unicamp, participaram 121 mulheres entre 20 e 41 anos, com diferentes índices de massa corporal (IMC). Elas foram divididas em dois grupos: mulheres sem histórico de efeito sanfona e as chamadas “cicladoras”, que relataram três ou mais episódios de perda de peso intencional seguidos de recuperação não planejada de pelo menos 4,5 quilos nos últimos quatro anos — padrão geralmente associado a dietas restritivas.

A opção por estudar apenas mulheres foi estratégica. Além de o laboratório contar com um banco de dados feminino robusto, a pesquisa considera diferenças relevantes entre homens e mulheres na quantidade e na atividade da gordura marrom. “O estudo focou em mulheres jovens, fora do período da menopausa, para evitar interferências hormonais. Além disso, elas sofrem maior pressão estética e recorrem mais frequentemente a dietas restritivas, o que aumenta a ocorrência do efeito sanfona”, ressalta Vasques.