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Aditivos & Ingredientes

Estudo comprova as propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias do guaraná

Publicado em 01 abril 2017

A população de Maués, cidade situada no Amazonas, tem o costume de consumir guaraná todas as manhãs para enfrentar o dia, hábito herdado de seus ancestrais indígenas que tomavam guaraná para se preparar para grandes batalhas. E agora as universidades brasileiras concluíram estudos que comprovam os benefícios da fruta para a saúde, antes presumidos pelos indígenas. As novidades são que os estudos mostram efeitos antioxidantes, que limpam o organismo, e anti-inflamatórios, que são muito importantes para combater doenças como diabetes, câncer, artrite reumatoide, colite ulcerativa e psoríase, entre outras. De acordo com o estudo feito pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), com apoio da FAPESP, o guaraná é uma importante fonte de catequinas, substância antioxidante. Os estudos ainda mostram que os componentes encontrados no guaraná se assemelham às vitaminas C e E, por isso reduzem o estresse do organismo, que causa doenças neurodegenerativas e cardiovasculares, diabetes e câncer, inflamações e envelhecimento precoce, entre outras condições prejudiciais à saúde e ao bem-estar. Já os pesquisadores da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estudaram as novas aplicações terapêuticas para o guaraná. O estudo descobriu que o extrato da semente de guaraná possui propriedades que podem inibir uma citocina inflamatória chamada TNF-alfa. Essa é uma das principais moléculas envolvidas no processo inflamatório agudo e crônico e responsável pelo desenvolvimento de diversas enfermidades. Com isso, o fruto abre perspectivas para futuras pesquisas, já que poderia ser utilizado para a produção de medicamentos para doenças inflamatórias como artrite reumatoide, colite ulcerativa, psoríase, entre outras.