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Esteta

Estudo com grávidas fumantes

Publicado em 09 setembro 2014

A Faculdade de Medicina (FM) da Unesp, Câmpus de Botucatu, desenvolve atualmente, nas unidades básicas de saúde da cidade, um projeto de pesquisa que visa acompanhar mulheres tabagistas durante o período gestacional e após o parto para aplicar intervenção baseada em sessões de aconselhamento.

 

O estudo, que tem apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), é conduzido por André Luís Bertani, do Programa de Pós-Graduação Fisiopatologia em Clínica Médica, com orientação da professora Irma de Godoy, da Disciplina de Pneumologia da FM.

 

De acordo com os principais órgãos de controle do tabaco, a prevalência de tabagismo reduziu consideravelmente nos últimos anos. A redução ocorreu principalmente entre os homens, enquanto as mulheres continuam fumando na mesma proporção. Segundo o estudo da FMB/Unesp, a mulher fumante está exposta aos mesmos riscos de doenças relacionadas ao tabagismo que ocorrem nos homens adicionados àqueles específicos à feminilidade, como menopausa precoce e infertilidade.

 

“A mulher fumante quando engravida e não consegue interromper o vício tem risco muito maior de ocorrência de uma série de complicações na gestação e também coloca em risco o feto/recém-nascido e a criança”, salienta Bertani.

 

O aconselhamento das mulheres fumantes será feito com apoio de um material exclusivamente produzido para orientar as gestantes sobre as conseqüências do tabagismo durante a gravidez, incluindo vídeo e manual. “O período gestacional gera desejo de cessação espontânea do tabagismo, mas nossa intenção é aumentar a taxa de cessação neste período e contribuir para a manutenção da abstinência no pós-parto”, acrescenta Bertani.

 

As gestantes interessadas em participar deverão procurar pelo atendimento no local aonde realiza seu pré-natal.

 

Confira vídeo sobre as >consequências do tabagismo para a gestação

 

Portal Unesp