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Estudo busca maneiras de aumentar a durabilidade das pontes de safena

Publicado em 24 setembro 2019

Pesquisa do Hospital das Clínicas busca maneiras de aumentar a resistência do procedimento, que ajuda a diminuir o risco de infarto

Um grupo de pesquisadores do Brasil e do Reino Unido busca maneiras de aumentar a durabilidade da ponte de safena, procedimento cirúrgico que consiste em usar parte de uma veia da perna para revascularizar o coração que teve o fluxo de sangue reduzido – condição que pode levar ao infarto se não tratada.

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) por meio do programa São Paulo Researchers in International Collaboration (SPRINT).

Uma das chaves para evitar que a safena implantada se desgaste, exigindo nova intervenção, pode estar em uma proteína normalmente produzida por artérias, a CRP3 (sigla para cysteine and glycine-rich protein 3). Os pesquisadores do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP observaram que, quando implantada no coração, a veia safena passa a expressar a proteína. O efeito seria uma resposta ao aumento do fluxo sanguíneo em seu interior, se comparado ao da perna, contribuindo para que ela suporte a maior pressão mecânica.

A resposta adaptativa, contudo, não é suficiente para que a veia safena suporte o fluxo sanguíneo aumentado por muito tempo. O vaso acaba desenvolvendo lesões em sua parede ao longo do tempo. Na metade dos casos, surgem obstruções entre cinco e dez anos depois do implante, tornando necessárias novas intervenções cirúrgicas.

“A ideia é que possamos modular a CRP3 ou outras proteínas que se mostrem importantes nesse processo de adaptação, de modo que as pontes de safena tenham uma durabilidade maior”, disse Ayumi Aurea Miyakawa, pesquisadora do InCor que coordena o estudo. O trabalho foi apresentado no dia 11 de setembro na 34ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), em Campos do Jordão.

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Fonte: Jornal da USP