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Sou Ecológico

Estudo brasileiros busca potencializar eficiência de parques eólicos

Publicado em 18 março 2020

Por Agência FAPESP

Um estudo está em andamento na Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) e buscar registrar dados da conversão de energia do vento em energia elétrica nos parques eólicos com foco em aerogeradores individuais. A intenção do levantamento é potencializar a eficiência desses parques. Um aerogerador é um gerador elétrico integrado ao eixo de um cata-vento e que converte energia eólica em energia elétrica.

 

A pesquisa tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e colaboração do túnel de vento do Laboratório de Vazão do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e do Departamento de Ciências da Engenharia da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Os estudos tiveram início no segundo semestre de 2018.

O desafio estudado surge porque a passagem do fluxo por um dos aerogeradores gera um fenômeno complexo de queda na velocidade e aumento da turbulência, conhecido como esteira, e pode afetar o funcionamento de outros aerogeradores. “Percebemos um espaço para ensaios de túnel de vento com modelos de aerogeradores para avaliar interferências que servissem de benchmarking. Uma série de trabalhos de modelagem computacional já havia sido realizada pelo departamento e a intenção era dar um passo na parte experimental”, disse o professor Bruno Souza Carmo, da Poli, em entrevista para o portal do IPT.

Os primeiros testes no túnel de vento do IPT aconteceram no final de 2019. A intenção da equipe é retornar ao túnel de vento para a execução de novos ensaios ainda em março ou abril de 2020. Segundo a Organização Não-Governamental (ONG) Ecoa – Ecologia e Ação, o Brasil tem um potencial de geração de energia eólica estimado em cerca de 500 gigawatts (GM), o suficiente para atender o triplo da demanda atual de energia do país. Este número é mais de três vezes superior à produção de energia elétrica provinda de outras fontes, como a hidrelétrica, biomassa, gás natural, óleo, carvão e nuclear. A energia gerada com a força dos ventos ocupa o quarto lugar na matriz de energia elétrica nacional.