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Estudo aponta a necessidade de corredores verdes na cidade

Publicado em 17 abril 2011

Pesquisa é de Juliana Amorim da Costa, conduzida no programa de pós-graduação em Recursos Florestais da Esalq

O crescimento das cidades brasileiras não foi acompanhado por planejamento urbano capaz de conduzir essa expansão de maneira a privilegiar a criação e manutenção de áreas verdes. "A presença de elementos vegetativos urbanos melhora a qualidade de vida do cidadão, uma vez que contribui para diminuir a incidência de ilhas de calor, amenizar inundações e problemas respiratórios", afirma Juliana Amorim da Costa, autora da dissertação "Uso de imagens de alta resolução para definição de corredores verdes na cidade de São Paulo". A pesquisa, conduzida no programa de pós-graduação em Recursos Florestais, na Esalq, teve orientação do professor Demóstenes Ferreira, do Departamento de Ciências Florestais (LCF).

Com objetivo de indicar áreas prioritárias para o desenvolvimento de corredores verdes, a pesquisadora selecionou as regiões pertencentes às subprefeituras da Mooca, Sé e Pinheiros. "Estas regiões foram escolhidas devido suas diferenças no quesito arborização. As subprefeituras da Mooca e da Sé possuem baixa quantidade de indivíduos arbóreos, já os bairros de Pinheiros são conhecidos por serem altamente arborizados", comenta Juliana. Para verificar a transformação das áreas verdes nas três regiões, o estudo recorreu, como instrumento de pesquisa, à análise de imagens de satélite de alta resolução de 2002, 2004, 2006 e 2008.

Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a pesquisa avaliou diferentes métodos de obtenção de dados físicos do tecido urbano, por meio de técnicas de geoprocessamento, além de levantar e relacionar variáveis que influenciam a presença do verde. "Com intenção de indicar áreas a serem arborizadas, observamos declividade, pontos de alagamento e quantidade de cobertura arbórea e aplicamos um índice de vegetação para diferenciar áreas vegetadas de não vegetadas", aponta Juliana.

No geral, os valores encontrados indicam a necessidade do aumento de arborização urbana nas três regiões de estudo, mesmo a subprefeitura de Pinheiros apresentando melhores resultados quanto ao IFU, confirmando o que foi constatado em campo como a região mais arborizada. A partir da junção das informações desse índice com a declividade, foram definidos os locais para a disposição de corredores verdes interligando as subprefeituras.

"A proposta teve como objetivo conectar parques, praças e outras áreas arborizadas, e com o uso das informações coletadas esse objetivo foi atingido". Em paralelo, a pesquisa considerou ainda a presença/ausência de pontos de alagamento. "A arborização é importante no aumento da permeabilidade do solo e assim contribui para amenizar os pontos de alagamento", explica. "O uso desses pontos de alagamento juntamente com dados quantitativos sobre arborização também apontou áreas prioritárias a serem arborizadas seguindo o conceito de corredores verdes".