Notícia

Jornal do Comércio (RS)

Estudo analisará saúde mental de pesquisadores

Publicado em 18 setembro 2020

Por Angela Trabbold/Acadêmica Agência de Comunicação

Quais os prejuizos e riscos à saúde mental que a situação de enfrentamento à covid-19 trouxe à comunidade científica e aos funcionários da administração de um centro de pesquisa de grande porte? Como minimizar esse impacto e favorecer a existência de um ambiente de trabalho saudável, mesmo que boa parte das atividades ainda seja executada de forma remota? Essas são algumas das perguntas contempladas por um projeto do Research Centre for Gas Innovation (Rcgi), centro de pesquisa sediado na Escola Politécnica da (EP) da Universidade de São Paulo (USP) que conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Shell.

A partir do estudo de caso e de ações promovidas visando as mais de 370 pessoas que trabalham no e para o Rcgi- entre pesquisadores, gestores e funcionários da administração-, o projeto prevê o desenvolvimento de ferramentas, como guia de boas práticas, treinamento e conscientização sobre os riscos psicossociais trazidos pela pandemia do novo corona virus, além da produção de uma metodologia para identificá-los e minimizá-los que possa ser replicada em outras instituições acadêmicas e centros de pesquisa científica e tecnológica. “ As condições sociais estão agravadas, porque muitos medos se misturam ”, afirma a advogada Raissa Moreira Lima Mendes, doutora em Antropologia, responsável pela metodologia do projeto. “ Não apenas dentro do ambiente do trabalho; há os medos sociais, no nível micro e macro, entre eles o estigma do contaminado, o temor de pegar a doença, o de ficar longe da familia, entre outros. ” O projeto, que se encontra na fase de busca de financiamento, inclui a aplicação de protocolos para a identificação de riscos psicossociais laborais, adaptados ao trabalho acadêmico e à situação da pandemia.

No Rcgi, já foram realizados dois workshops em ambiente virtual sobre o tema da saúde mental depois do início da quarentena. O primeiro ocorreu em maio e o segundo, em julho, contou com a participação das pesquisadoras Olívia Pasquale to, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e doutora em Direito do Trabalho e da Seguridade Social, e Carolina Spack Kemmel meier, cuja tese de doutorado trata de violência psicológica e saúde do trabalhador.

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