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Estudo abre novas possibilidades para a produção sustentável de soja (126 notícias)

Publicado em 18 de abril de 2025

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O Brasil é o maior produtor de soja do mundo e uma das razões é a incorporação de bioinsumos, ou seja, microrganismos que promovem a fixação biológica de nitrogénio no solo. Sem tal prática, esse nutriente essencial teria de ser suplementado por um processo de adubação. Ao manejar o uso de fertilizante, a economia gerada para os produtores no Brasil é estimada em aproximadamente 15 mil milhões de dólares anuais.

O principal bioinsumo hoje usado comercialmente são bactérias do género Bradyrhizobium spp. (rizóbios). Num estudo apoiado pela FAPESP, essa estratégia foi combinada com um novo isolado bacteriano (PGPR, sigla em inglês para rizobactérias promotoras do crescimento de plantas). Os resultados foram divulgados na revista Microbiology Ecology.

“Observámos que houve um maior crescimento e produção de vagens nas plantas, sem que os microrganismos lançados no ambiente causem impacto na estrutura da comunidade microbiana nativa”, conta Leandro Fonseca de Souza, biólogo com pós-doutoramento no Laboratório de Genética de Microrganismos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP). “Além disso, combinar esses microrganismos tem potencial de contribuir com a assimilação do fósforo no solo pela planta, outro nutriente importante suplementado por adubação”, complementa.

O Bacillus thuringiensis RZ2MS9 foi isolado pela primeira vez da rizosfera (região onde o solo e as raízes das plantas entram em contacto) de guaraná da Amazónia (Paullinia cupana, variedade sorbilis) e demonstrou potencial de promover crescimento de soja e milho em experiências de estufa e também ensaios em campo.

Essa linhagem é capaz de produzir sideróforos (moléculas importantes para captação de nutrientes do ambiente), hormonas vegetais, solubilização de fosfatos e fixação biológica de nitrogénio in vitro. A linhagem pertence à coleção de microrganismos do Laboratório de Genética de Microrganismos da Esalq, de onde outro isolado, a Pantoea agglomerans da estirpe Esalq 33.1, ganhou destaque recentemente como bioinsumo comercial desenvolvido em parceria entre a empresa Bionat Soluções Biológicas e a Esalq-USP.

O estudo inovou ao demonstrar que o uso do microrganismo em campo traz pouca influência sobre a diversidade das funções potenciais naturais do solo. Também apontou que, mesmo quando a diversidade funcional foi influenciada, o efeito foi de curta duração, perdido ao fim de um ciclo de produção de soja. Isso soma evidências à segurança ambiental de utilizar B. thuringiensis RZ2MS9 em coinoculação com bioinsumos já existentes no mercado para a cultura de soja.

O artigo Co-inoculation with Bacillus thuringiensis RZ2MS9 and rhizobia improves the soybean development and modulates soil functional diversity pode ser lido em: https://academic.oup.com/femsec/article/101/2/fiaf013/7973005.

Agência FAPESP