Notícia

G1

Estudantes da Unicamp se alimentam mal, diz estudo

Publicado em 15 maio 2007

Um estudo com 253 residências de moradia estudantil na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp ), no interior paulista, mostrou que 30% dos alunos entrevistados não tomaram café da manhã. As informações são da "Agência Fapesp" e, ainda segundo a pesquisa, apenas 36% dos estudantes realizaram um jantar completo. Do total, 48% não comeram fruta e 39% não ingeriram leite.

A pesquisa foi desenvolvida na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. As autoras, Hayda Alves e Maria Cristina Boog selecionaram uma amostra de cem estudantes de graduação e pós-graduação, com idades entre 19 e 39 anos, para um estudo de comportamento alimentar.

Dos entrevistados, 30% não tomaram café da manhã, 72% fizeram refeição completa na hora do almoço e 36% tiveram jantar completo. Considerando as três refeições, a de melhor qualidade foi o almoço, sendo que 63% dos entrevistados almoçavam no restaurante universitário.

Segundo Maria Cristina Boog, professora do Departamento de Enfermagem da FCM e coordenadora do trabalho, informou à Agência Fapesp, os dados comprovam que, de maneira geral, os restaurantes universitários representam uma forma de garantir a segurança alimentar dos estudantes. De acordo com Maria Cristina, em contrapartida, 30% dos indivíduos afirmaram não fazer desjejum antes de sair de casa, o que constituiu um comportamento preocupante do ponto de vista nutricional.

Outro dado que chamou a atenção é que 48% dos entrevistados não comeram fruta e 39% não ingeriram leite. Maria Cristina diz que o leite é um alimento de necessidade básica e as frutas previnem várias doenças e que esse dado mostra a necessidade de orientação a esses estudantes por parte dos serviços de saúde das universidades.

Segundo o trabalho, o café da manhã é a refeição mais negligenciada e o jantar está cada vez mais cedendo lugar ao lanche. Em média, 60% dos alunos não realizaram as três refeições diárias.

Dos estudantes entrevistados, 43% disseram que comer em companhia de outras pessoas altera a alimentação de modo positivo. Maria Cristina explica que, segundo os estudantes, a refeição fica mais completa quando os alimentos são preparados em grupo. Para ela, esse comportamento coletivo é importante tanto para melhorar a qualidade da alimentação como para estimular a própria integração social entre os membros de moradias estudantis.